O depoimento da família de jovem que se alistou para a guerra na Ucrânia
O jovem Miguel Rissi Picolli, de 20 anos, saiu do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul e, sem experiência militar ou em combates, embarcou para a Ucrânia para. Crédito: Luciano Nagl, Especial para o Estadão
Gerando resumo
A Rússia anunciou nesta terça-feira, 30, que vai “endurecer” a postura nas negociações sobre o conflito na Ucrânia. Os russos acusam Kiev de atacar uma residência do presidente Vladimir Putin com drones, embora tenham se recusado a apresentar evidências.
“As consequências se traduzirão em um endurecimento da postura de negociação da Federação da Rússia”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em entrevista coletiva.
A Rússia afirma que o ataque teria envolvido 91 drones durante a madrugada de segunda-feira. O alvo teria sido uma residência oficial de Putin na região de Nóvgorod, entre Moscou e São Petersburgo.

Kiev exigiu que Moscou apresentasse indícios da suposta agressão, mas Peskov descartou essa possibilidade. Ele acrescentou que seria necessário perguntar ao Ministério da Defesa se há possíveis destroços.
“Não acredito que deva haver qualquer evidência de que um ataque em larga escala com drones tenha sido executado e que, graças ao trabalho bem coordenado do sistema de defesa aérea, foi derrubado”, afirmou.
A Ucrânia afirma que a Rússia não apresentou “evidência plausível” para sustentar a acusação de um ataque contra uma das residências de Putin. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, destacou que quase um dia se passou sem que os russos tenham mostrado provas do ataque.
“E não apresentarão. Porque não há nenhuma. Nenhum ataque do tipo aconteceu”, afirmou ele na rede social X.
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O chanceler também lamentou que Emirados Árabes Unidos, Índia e Paquistão tenham condenado o suposto ataque.
“Reações como essas diante das afirmações manipuladoras e infundadas da Rússia servem apenas à propaganda russa e encorajam Moscou a cometer mais atrocidades e mentiras”, acrescentou.
Ele destacou que o apoio desses países “mina o processo de paz construtivo que avança atualmente”.
O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, e o americano, Donald Trump, se reuniram no domingo na Flórida para buscar uma resolução do conflito, quase quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia.
Zelenski chamou as acusações de ataque de “mentira”. Segundo ele, elas têm o objetivo, de preparar novas ações contra Kiev e “minar” os esforços diplomáticos entre Ucrânia e Estados Unidos.
Nesta terça-feira, as autoridades da região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, ordenaram a evacuação de 14 localidades próximas da fronteira com Belarus, devido a bombardeios russos.
“O Conselho de Defesa decidiu evacuar 14 vilarejos fronteiriços, onde ainda vivem 300 pessoas”, declarou o comandante da administração militar regional, Viacheslav Chaus, ao destacar que “a zona fronteiriça é bombardeada todos os dias”./Com informações da AFP



