Trump promete tratamento justo a todos em acordo sobre Gaza
Presidente celebra liberação de reféns e fala em “dia especial”, em publicação na rede social. Crédito: @realdonaldtrump/Truth Social/AFP
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WASHINGTON - O enviado especial do governo Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, se juntou às negociações para o encerramento da guerra na Faixa de Gaza nesta quarta-feira, 8, ao lado do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jared Kushner, que tem experiência em acordos de paz no Oriente Médio por ter sido um dos arquitetos dos chamados Acordos de Abraão.
Em conversa com jornalistas, o presidente americano se mostrou otimista em relação às negociações. “Eu acho que estamos indo muito bem”, disse o republicano na segunda-feira, 6. Ele acrescentou que o grupo terrorista Hamas estava “concordando com coisas que são muito importantes”.
De acordo com oficiais que conversaram com o The New York Times, a presença de Witkoff e Kushner sinaliza um progresso nas negociações.

O primeiro-ministro do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman al Thani, também irá viajar ao Egito nesta quarta-feira para participar das negociações, de acordo com um porta-voz.
A agência de notícias estatal da Turquia, Anadolu, relatou que o chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin, também se juntará às conversas em Sharm el-Sheikh.
Negociações
As negociações começaram na segunda-feira, uma semana após Trump apresentar as diretrizes de seu plano para o fim da guerra na Faixa de Gaza durante uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Os dois líderes ameaçaram o Hamas e disseram que essa seria a última chance do grupo de aceitar um acordo que poderia garantir o exílio dos oficiais do grupo terrorista.
A resposta do Hamas na sexta-feira, 3, deu sinais mistos. O grupo terrorista afirmou que aceitou alguns elementos do plano de paz, como a renúncia ao poder e a libertação de todos os reféns restantes, mas não mencionou o desarmamento.

Apesar disso, Trump aceitou a resposta do grupo e pediu que as negociações começassem imediatamente. A reação do presidente americano, que chegou a publicar uma foto do comunicado do Hamas na rede social Truth Social, deixou os israelenses apreensivos.
Netanyahu insiste que não irá concordar com o fim da guerra sem o desarmamento do Hamas. Na terça-feira, 7, os ataques terroristas do Hamas que iniciaram a guerra completaram dois anos.
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A chamada “primeira fase” do acordo será focada na troca de reféns por prisioneiros palestinos em prisões israelenses e a retirada parcial do Exército de Israel do território palestino.
De acordo com fontes do Canal 12, de Israel, o Hamas está exigindo a libertação de importantes líderes palestinos, como Marwan Barghouti, que cumpre cinco penas de prisão perpétua por sua participação no planejamento de três ataques terroristas que mataram cinco israelenses durante a Segunda Intifada, e Ahmad Sa’adat, líder da Frente Popular Marxista-Leninista para a Libertação da Palestina (FPLP), que foi condenado em 2008 a 30 anos de prisão por planejar o assassinato do ministro do turismo israelense Rehavam Ze’evi em 2001.

Os terroristas invadiram o sul de Israel, mataram 1,2 mil pessoas e sequestraram 250. Já Israel iniciou uma operação militar na Faixa de Gaza com o objetivo de “erradicar o Hamas” e libertar os reféns. Cerca de 67 mil palestinos morreram até agora, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas e não diferencia civis de terroristas.
Israel e o Hamas concordaram com duas tréguas durante o conflito e mais de 100 reféns foram libertados em troca de prisioneiros palestinos. Cerca de 48 reféns seguem na Faixa de Gaza, mas apenas 20 são considerados vivos./com NYT





