Trump autoriza CIA a realizar operações secretas na Venezuela

Ainda não está claro se ações estão em curso ou se são mais uma ferramenta de pressão sobre Maduro, segundo o ‘NYT’

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Por Julian E. Barnes (The New York Times) e Tyler Pager (The New York Times)
Atualização:
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

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WASHINGTON - O governo do presidente americano, Donald Trump, autorizou secretamente a CIA a realizar ações secretas na Venezuela, de acordo com autoridades americanas. A decisão amplia a pressão da Casa Branca contra a ditadura de Nicolás Maduro. A Casa Branca e a CIA se recusaram a comentar as operações.

Nas últimas semanas, as Forças Armadas dos EUA têm atacado barcos na costa venezuelana que, segundo elas, transportam drogas. Até agora, 27 pessoas morreram nos ataques.

Autoridades americanas têm deixado claro, em particular, que o objetivo final é tirar Maduro do poder

Maduro participa de ato em homenagem aos povos originários da Venezuela em Caracas em 12 de outubro Foto: FEDERICO PARRA/AFP

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A nova autoridade permitiria à CIA realizar operações letais na Venezuela e conduzir uma série de operações no Caribe.

A agência poderia tomar medidas secretas contra Maduro ou seu governo, seja unilateralmente ou em conjunto com uma operação militar mais ampla.

Não se sabe se a CIA está planejando alguma operação na Venezuela ou se as autoridades são uma medida de contingência.

Pressão militar sobre Maduro

Atualmente, há 10 mil soldados americanos no Caribe, a maioria deles em bases em Porto Rico, além de um contingente de fuzileiros navais em navios de ataque anfíbio. Ao todo, a Marinha tem oito navios de guerra de superfície e um submarino na região.

Trump ordenou o fim das negociações diplomáticas com o governo Maduro este mês, frustrado com o fracasso do líder venezuelano em acatar as exigências dos EUA de renunciar voluntariamente ao poder e com a insistência contínua dos funcionários de que não tinham participação no tráfico de drogas.

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A estratégia do governo Trump para a Venezuela, desenvolvida pelo secretário de Estado Marco Rubio, com a ajuda de John Ratcliffe, diretor da CIA, visa destituir Maduro do poder.

"Muitas pessoas me chamam de mãe da Venezuela", diz María Corina Machado

Em entrevista à Coluna, em maio, a vencedora do Nobel da Paz falou sobre como é unir o país em meio ao regime de Nicolás Maduro.

Acusações de ‘narcoterrorismo’

Rubio, que também atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, chamou Maduro de ilegítimo, e o governo Trump o descreve como um “narcoterrorista”.

Ratcliffe falou pouco sobre o que sua agência está fazendo na Venezuela. Mas ele prometeu que a CIA sob sua liderança se tornaria mais agressiva.

Durante sua audiência de confirmação, Ratcliffe disse que tornaria a CIA menos avessa ao risco e mais disposta a realizar ações secretas quando ordenado pelo presidente, “indo a lugares onde ninguém mais pode ir e fazendo coisas que ninguém mais pode fazer”.

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Maduro impediu que o governo eleito democraticamente no ano passado assumisse o poder.

Os Estados Unidos ofereceram US$ 50 milhões (R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão e condenação de Maduro por acusações de tráfico de drogas nos EUA.

A Casa Branca acusa Maduro de controlar uma gangue criminosa, o Tren de Aragua. Mas uma avaliação das agências de inteligência dos EUA contradiz essa conclusão.

No início do mandato, Trump assinou um decreto no qual equiparou cartéis de droga a organizações terroristas, o que abriu caminho para o uso da força militar contra esses grupos.

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