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Um ano após renunciar, Saad Hariri é indicado como primeiro-ministro do Líbano

Herdeiro político do ex-premiê Rafiq Hariri, que deixou o cargo após protestos populares em 2019, foi reconduzido ao cargo pelo presidente Michel Aoun

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Por Redação
Atualização:

BEIRUTE - Um ano após renunciar ao cargo para apaziguar a onda de protestos que eclodiu contra a classe política do Líbano, Saad Hariri foi novamente nomeado primeiro-ministro do país nesta quinta-feira, 22. O nome de Hariri foi anunciado pelo presidente Michel Aoun, depois de consultar parlamentares.

De acordo com fontes ouvidas pela agência francesa AFP, Hariri teria sido indicado por 65 deputados consultados pelo presidente. Ele assume o governo cerca de um mês depois do ex-premiê, Mustapha Adib, renunciar ao cargo por não conseguir conciliar os interesses das forças políticas divergentes.

Saad Hariri faz pronunciamento oficial após ser reconduzido ao cargo de primeiro-ministro. Foto: EFE/EPA/WAEL HAMZEH

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O novo primeiro-ministro assumiu o cargo com o compromisso de formar governo rapidamente, indicando nomes técnicos - sem ligação direta com os partidos do parlamento - para realizar as reformas econômicas e administrativas necessárias a um país imerso em uma profunda crise econômica, social e política.

"O tempo é curto e o país tem uma última chance", disse Hariri em discurso transmitido pela televisão.

Saad Hariri em primeiro compromisso oficial como premiê do Líbano, acompanhado pelo presidente, Michel Aoun, e o porta-voz do parlamento Nabih Berri. Foto: Dalati Nohra/Handout via REUTERS

Apesar do compromisso público, a recondução de Hariri ao cargo já causou uma reação da sociedade libanesa. Desde a noite de quarta-feira, 22, dezenas de pessoas protestam nas ruas de Beirute contra sua indicação.

No fim de semana passado, os libaneses realizaram um ato para comemorar o primeiro aniversário do movimento de protesto popular que abalou a liderança política do país em 2019, culminando com a renúncia de três chefes de governo - incluindo o próprio Hariri, que deixou o cargo em outubro do ano passado./ AFP

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