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Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 24, que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ordenou o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, além de seus navios de guerra e aviões de ataque, para águas da América Latina. O objetivo, segundo o governo americano, é “combater o narcoterrorismo”.
A mobilização do maior porta-aviões do mundo amplia a tensão militar na região, em meio à campanha sem precedentes de ataques letais do governo de Donald Trump contra barcos que supostamente carregam drogas, iniciada no início de setembro.
Embora porta-aviões tenham participado regularmente de exercícios de treinamento com países vizinhos, esta é a primeira vez que os Estados Unidos enviam uma força dessa magnitude para a América Latina para combater o narcotráfico.

Até o momento, os EUA já realizaram 10 ataques a embarcações em águas do Caribe e do Pacífico, próximo à Venezuela e à Colômbia, deixando cerca de 43 mortos. O décimo ataque ocorreu na noite de quinta-feira, 23, contra um suposto barco do narcotráfico, deixando seis mortos. Mais de 10 mil soldados estão na região.
A Venezuela mobilizou tropas e milícias em resposta à ameaça dos EUA. O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, acusado pelo governo americano de liderar o chamado Cartel dos Sóis, afirma que a verdadeira intenção de Washington é derrubar seu regime.
Em entrevista à AFP nesta sexta-feira, Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula, afirmou que “uma intervenção externa” na Venezuela “poderia incendiar a América do Sul”.
Como é o porta-aviões?
O porta-aviões mais moderno e tecnologicamente avançado da Marinha americana tem 333 metros de comprimento e capacidade para abrigar de 75 a 90 aeronaves, entre caças, aviões de apoio e helicópteros.

Em plena carga, o porta-aviões pesa cerca de 100 mil toneladas. Ele possui três elevadores de aeronaves com capacidade de cerca de 90 toneladas cada um. O Ford transporta cerca de 4.660 marinheiros.
De acordo com o governo americano, a embarcação tem mais de 23 sistemas novos ou modificados em comparação ao porta-aviões Nimitz, que gradualmente foi sendo substituído.
A presença da embarcação na América Latina “reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades e atores ilícitos que comprometem a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental”, disse Sean Parnell, porta-voz chefe do Pentágono, nas redes sociais.
Parnell não informou quando o Ford se mudaria para a região ou onde seria posicionado. Oficiais da Marinha disseram que o Ford está atualmente navegando na costa da Croácia em uma missão da Otan de uma semana e levaria vários dias para chegar à sua nova missão.
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O USS Gerald R. Ford tem esse nome em homenagem ao 38º presidente dos Estados Unidos, pelos serviços prestados por ele à Marinha, ao governo dos EUA e à nação norte-americana.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Gerald R. Ford alcançou o posto de tenente-comandante da Marinha, servindo no porta-aviões leve USS Monterey. Liberado do serviço ativo em fevereiro de 1946, Ford permaneceu na Reserva Naval até 1963. Ele tornou-se presidente após o escândalo Watergate e ocupou o cargo mais alto do país de 1974 a 1977. / COM AFP e AP



