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Didi Global, dona da 99, deve receber multa de US$ 1 bi do governo chinês

A multa seria resultado de investigações do governo chinês sobre segurança cibernética na empresa

Por Agências
Atualização:
A chinesa Didi comprou o aplicativo brasileiro de mobilidade 99 Táxis em 2018 Foto: Carlos Jasso/Reuters

As autoridades chinesas estão se preparando para impor uma multa de mais de US$ 1 bilhão à gigante de caronas Didi Global, dona da 99, encerrando uma investigação de um ano sobre as práticas de segurança cibernética da empresa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

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Assim que a penalidade for anunciada, o governo planeja aliviar uma restrição anterior que proibia a Didi de adicionar novos usuários à sua plataforma e permitir que os aplicativos móveis da empresa de tecnologia com sede em Pequim sejam restaurados nas lojas de aplicativos domésticas, disseram algumas das fontes.

A multa também abrirá o caminho para Didi, cujo aplicativo é usado por dezenas de milhões de usuários na China todos os meses, para iniciar uma nova listagem de ações em Hong Kong, disseram essas pessoas.

A Administração do Ciberespaço da China não respondeu imediatamente a perguntas escritas da reportagem. A Didi não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.

A multa, que representaria cerca de 4% das vendas totais de US$ 27,3 bilhões da Didi no ano passado, encerra um ano tumultuado para a gigante de tecnologia chinesa.

No ano passado, a Didi se tornou um alvo de destaque na repressão do governo chinês ao setor de internet do país. As ações chegaram mais de 80% em relação ao preço da oferta publica inicial (IPO, na sigla em inglês) depois que os reguladores chineses surpreenderam os investidores ao anunciar uma investigação de segurança de dados sobre a empresa.

A investigação ocorreu poucos dias após a listagem da empresa na Bolsa de Valores de Nova York em junho de 2021. As autoridades chinesas também ordenaram que as lojas de aplicativos do país removessem os aplicativos móveis de Didi. A Didi saiu da bolsa dos EUA em junho deste ano, depois de dizer aos acionistas que precisava fazer isso para resolver a investigação de segurança cibernética.

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