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Elon Musk vai demitir mais de 14 mil funcionários da Tesla para reduzir custos de operação

Comunicado foi escrito pelo próprio presidente da empresa e enviado por e-mail aos funcionários

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Por Bruna Arimathea
Atualização:

A Tesla anunciou nesta segunda-feira, 15, que vai demitir mais de 10% de sua força de trabalho, após ver a queda de venda de veículos elétricos no último trimestre - a primeira desde 2020. Ao todo, mais de 14 mil funcionários serão afetados pela decisão, comunicada por e-mail, de acordo com o site Electrik.

Na mensagem, Elon Musk afirmou que a empresa vai passar por uma nova fase de crescimento e, por isso, será necessário fazer reestruturação nas áreas da empresa para “diminuir custos e aumentar a produtividade”. O e-mail não citou quais setores seriam impactados com as demissões.

“Como parte desse esforço, fizemos uma análise completa da organização e tomamos a difícil decisão de reduzir nosso quadro de funcionários em mais de 10% em todo o mundo. Não há nada que eu odeie mais, mas isso precisa ser feito. Isso nos permitirá ser enxutos, inovadores e ávidos pelo próximo ciclo da fase de crescimento”, informou Musk no comunicado.

Empresa de carros elétricos viu queda nas vendas em relação ao trimestre passado e na comparação anual Foto: Patrick T. Fallon/AFP

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No último balanço de vendas, divulgado no começo de abril, a Tesla viu a venda de seus modelos de carros elétricos cair cerca de 8,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao último trimestre, a queda foi de aproximadamente 20% nas vendas.

Ainda no ano passado, a Tesla informou que tinha 140.473 funcionários, o que deixa as demissões em um número superior a 14 mil postos de trabalhos eliminados com o anúncio de Musk.

O comunicado não informou se os funcionários que foram demitidos receberão algum tipo de pacote de rescisão nem a partir de quando os trabalhadores deixarão a empresa.

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