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Fundador que quase faliu WeWork está em ‘guerra’ para tentar comprar empresa de volta

Depois de deixar o cargo de CEO em 2019, Adam Neumann juntou uma nova equipe para oferecer um acordo pela startup

Foto do author Bruna Arimathea
Por Bruna Arimathea

Adam Neumann, fundador do WeWork que viu a startup afundar em meio a uma crise financeira, está tentando comprar a empresa de volta. O empresário se juntou a um grupo de investimentos e tem tentado fechar negócio com sua antiga empresa nos últimos meses, afirmou o jornal americano The New York Times. Até o momento, o acordo não foi aceito pelos novos donos da startup.

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A aquisição, de acordo com uma carta vista pelo Times, seria feita pela nova empresa imobiliária de Neumann, chamada Flow Global. A Flow tem apoio do fundo de investimento de Daniel Loeb, um bilionário gestor de fundos da cidade de Nova York, e já levantou cerca de US$ 350 milhões com a investidora Andreessen Horowitz.

Com a compra, a Flow propôs comprar a empresa ou, pelo menos, os ativos do WeWork para salvar a companhia da falência e mantê-la em funcionamento. Ainda assim, os novos donos do WeWork não fecharam negócio com Neumann.

Empresa entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2023 Foto: Kate Munsch/Reuters

Segundo a carta enviada na última segunda-feira, 5, o WeWork estaria dificultando a análise do acordo e uma possível aquisição.

“Escrevemos para expressar nossa consternação com a falta de engajamento da WeWork, até mesmo para fornecer informações aos meus clientes no que se pretende ser uma transação de maximização de valor para todas as partes interessadas”, escreveram os advogados da empresa, liderados por Alex Spiro, da Quinn Emanuel, empresa que também representa outras personalidades como Elon Musk e Jay-Z.

O WeWork foi criado em 2010 por Neumann em Nova York e rapidamente encontrou tração para se tornar uma das startups mais promissoras dos EUA. Voltado para o aluguel de espaços para escritórios, a startup já era a maior locatária do bairro de Manhattan em 2019.

No mesmo ano, a empresa tentou abrir capital em 2019, mas o pedido foi arquivado após problemas de governança na empresa. Foi nesse período que Neumann se afastou do WeWork e deixou o cargo de CEO.

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Em 2020, com a pandemia de coronavírus, a empresa viu seus escritórios serem devolvidos e, em 2021, a empresa abriu capital após a fusão com a BowX Acquisition, uma spac (empresa de aquisição de propósito específico). Após esse período, porém, as ações caírem cerca de 98% e o WeWork entrou com pedido de recuperação judicial em novembro do ano passado.

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