Serviço de nuvem do Google dá lucro pela primeira vez na história

Google Cloud é o terceiro maior serviço de nuvem atualmente, atrás de Microsoft e Amazon

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Por Bruna Arimathea

A Alphabet, empresa-mãe do Google, registrou balanço positivo em sua divisão de nuvem pela primeira vez na história, afirmou a empresa no relatório financeiro divulgado nesta terça-feira, 25. A área, considerada o terceiro maior serviço de nuvem do mundo, atrás de Amazon e Microsoft, registrou lucro de US$ 191 milhões contra um prejuízo de mais de US$ 700 milhões no mesmo período do ano passado.

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O balanço também rendeu outros resultados positivos — embora modestos. A companhia fechou o primeiro trimestre de 2023 com receita de US$ 69,7 bilhões, um aumento de 3% ante o mesmo período de 2022. A alta fez as ações da empresa crescerem cerca de 3,5% no pós mercado na Bolsa americana.

Como parte do crescimento, o lucro total ficou em US$ 15 bilhões, abaixo do resultado do ano passado. A comemoração, porém, foi na divisão de serviços de nuvem, que inclui a Google Cloud Platform e o Google Workspace. pela primeira vez desde que começou a ser divulgado, em 2020, o balanço apontou lucro para a divisão, saindo da operação no vermelho. o setor passou de um prejuízo de US$ 706 milhões para um superávit de US$ 191 milhões em 2023. A receita total da área foi de US$ 7,4 bilhões.

No mercado de anúncios, principal negócio do Google, a plataforma de vídeos YouTube registrou encolhimento na comparação anual, totalizando US$ 6,69 bilhões, abaixo dos US$ 6,8 bilhões apresentados em 2022.

“Estamos satisfeitos com o desempenho do nosso negócio no primeiro trimestre, com uma boa performance do Search e um crescimento no Cloud. Apresentamos atualizações importantes de produtos ancoradas em ciência da computação avançada e IA”, afirmou Sundar Pichai, presidente do Google, aos investidores”. Nossa estrela guia é fornecer as respostas mais úteis para nossos usuários e vemos enormes oportunidades pela frente, mantendo nosso longo histórico de inovação”.

Ainda, o buscador da empresa (que inclui também Mapas e outros serviços) adicionou US$ 40,3 bilhões em faturamento, ante US$ 39,6 bilhões dos mesmos três meses de 2022. Esse é o setor que mais traz retorno à firma, conhecida pela barra de pesquisa.

De acordo com Dan Ives, analista da consultoria americana Wedbush, as empresas de tecnologia devem ver um crescimento resiliente nas divisões de nuvem, que vêm crescendo desde a pandemia. Além disso, o movimento de cortes e reajustes de equipes também pode trazer um aumento no preço das ações, com a volta da confiança de investidores nos resultados financeiros.

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“Embora os orçamentos estejam sob pressão em geral, as empresas deram luz verde a projetos e implantações em 2023, com muitos orçamentos já estabelecidos para o restante do ano. Os números para 2023 foram descomplicados pelas equipes de gestão, e essas ações de tecnologia ainda permanecem pouco adquiridas”, explica Ives.

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