A maior chance de, enfim, buscar a taça

Nunca a seleção da Espanha teve uma chance tão grande de entrar para o seleto grupo de campeões de uma Copa do Mundo - hoje, limitado a Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Na África do Sul, a armada espanhola chega como líder do ranking da Fifa, campeã da Europa e jogando um futebol vistoso. Em pesquisa no site da entidade, por exemplo, a Espanha apareceu à frente do Brasil como seleção mais temida.

, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

Não por acaso. A Fúria passeou pelas Eliminatórias, ganhando seus 10 jogos, com ataque arrasador, marcando 28 gols para garantir sua 13ª participação num Mundial.

Com elenco de dar inveja para qualquer um, desde o gol, defendido por Casillas, até o ataque, com David Villa e Fernando Torres, a Espanha se destaca por ter um conjunto forte e equilibrado. Xavi, Iniesta, Fábregas são outras peças importantes do grupo do experiente técnico Vicente Del Bosque.

"Temos bons jogadores e uma equipe bem entrosada, mas há rivais muito fortes. Nossa aspiração é lutar pelo título mundial, mas sabemos que será muito difícil. Não somos os favoritos, porém estamos no grupo dos aspirantes", afirma o treinador, que coloca Brasil, Itália e Alemanha como os grandes favoritos à conquista.

Apesar de bom desempenho nos últimos jogos, do toque de bola refinado e de surras implacáveis em fortes rivais, como a Argentina, a ordem na Espanha é manter os pés no chão. Afinal, a seleção participa com frequência de Copas e o máximo que conseguiu foi um quarto lugar na Copa de 1950, em solo brasileiro. "Vamos à África do Sul com humildade, com a mesma com que encaramos as Eliminatórias, pois sabemos que quando estamos em um dia bom é difícil para qualquer seleção nos superar e agora é o momento de aproveitar", afirma o atacante David Villa. "Temos uma boa linha defensiva, que precisa seguir demonstrando com humildade nossa força jogo a jogo, e é dessa forma que iremos à Copa do Mundo", observa o zagueiro Marchena.

Ver espanhóis pregando humildade tem motivo. Na Copa das Confederações, uma prévia para o Mundial, também disputada na África do Sul, o time sofreu com a forte defesa dos Estados Unidos, cedeu contra-ataques e foi eliminado com 2 a 0.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.