Aécio comemora apoio de PPS, PSC e PV no segundo turno

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, comemorou nesta quarta-feira o apoio que recebeu de PPS, PSC e PV para o segundo turno e reforçou o discurso de que agora representa a vontade de todos os eleitores que defendem a mudança.

REUTERS

08 de outubro de 2014 | 17h19

"Estou extremamente feliz de estar hoje recebendo manifestações muito importantes de apoio, como recebi do PPS, através do seu presidente Roberto Freire, do PSC, por meio do seu candidato pastor Everaldo, como acabo de receber do PV, por meio do seu presidente (José) Penna e do candidato Eduardo Jorge", disse o tucano a jornalistas pouco antes de participar de um ato de apoio em Brasília.

"Nós vamos construir nossa unidade em torno do projeto mudancista", disse o tucano. "No fundo as questões essenciais nos aproximam e não nos separam", prosseguiu.

Aécio evitou, porém, comentar o apoio mais aguardado da candidata do PSB, Marina Silva, que ainda discute com seu grupo político e sua aliança o que fazer no segundo turno. O PPS, que fazia parte da coligação de Marina, preferiu antecipar sua posição de apoio ao candidato do PSDB.

Aécio disse que não está preocupado com as críticas do PT, de que quem o conhece não o elege, em referência à derrota que sofreu para a petista Dilma Rousseff, candidata à reeleição, em Minas Gerais, Estado que o tucano governou por dois mandatos.

"Eu deixei o governo de Minas Gerais com 92 por cento de aprovação e para quem não sabe, a eleição presidencial em Minas Gerais também está no segundo turno. Vamos aguardar o resultado", disse.

"Minha estratégia é vencer no Brasil, e acredito piamente também que venceremos em Minas Gerais", acrescentou.

Aécio voltou a dizer que é a favor do fim da reeleição, mas que essa é uma questão secundária e não poderia ser implementada imediatamente por uma questão jurídica.

"Essa é uma questão secundária hoje, até porque não é um ato de vontade unilateral que vai permitir que a tese que nós defendemos seja implementada. Porque hoje todos os governadores que foram eleitos, foram eleitos com a possibilidade de reeleição, existe aí uma questão jurídica", disse.

Esse tema foi ventilado como um dos compromissos que Marina exigiria para fechar um acordo com o PSDB.

A ex-candidata do PSB já se declarou contrária à reeleição e disse que, se eleita, não concorreria a um novo mandato. Na véspera, quando perguntado se também assumiria este compromisso, o tucano evitou responder diretamente, afirmando que não dependeria apenas dele.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

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