Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Após reviravolta, mãe de Eloá não é ouvida e só irmão mais novo depõe

No 1.º dia, mãe e irmão de Eloá haviam sido convocados para depor a pedido da defesa de Lindemberg

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 13h36

SÃO PAULO - Após algumas idas e vindas, a defesa e a acusação do julgamento de Lindemberg Alves, de 25 anos, acusado de assassinar a ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15, em Santo André, em 2008, entraram em um acordo: apenas o irmão da jovem, Douglas, prestaria depoimento. A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, não seria ouvida como testemunha.

Ana Cristina, no entanto, desejava falar. A mãe de Eloá disse, durante uma entrevista coletiva, que gostaria de dizer que Lindemberg é um ''assassino'' e ''quem ama não mata''.

Houve princípio de tumulto e a mãe de Eloá disse, aos jornalistas, que não depôs porque a advogada Ana Lúcia Assad deu "um piti".

Ela relembrou o momento em que, no plenário, ficou cara a cara com o acusado e se encararam. Disse não ter visto arrependimento nos olhos do réu. Segundo ela, Lindemberg fez um gesto com as mãos, interpretado por ela como um pedido para que ela "limpasse a barra" dele. Foram cerca de dois minutos de troca de olhares intimidadores.

Douglas, irmão da menina morta, assim como seu irmão mais velho, caracterizou Lindemberg como "monstro". A mãe de Eloá ouviu o depoimento do garoto, menor de idade, do plenário - ele tem 17 anos hoje e disse que vai acompanhar o resto do julgamento da plateia.

Ao sair para almoçar, a advogada de defesa de Lindemberg foi hostilizada e pediu escolta.

Outro irmão. Um pouco mais cedo, lamentando o namoro de Eloá e Lindemberg, Ronikson Pimentel dos Santos, o outro irmão de Eloá, afirmou que o acusado de matar a irmã é "um monstro".

Santos afirmou que Lindemberg se aproximou do irmão mais novo da família, Douglas, com o objetivo de se aproximar de Eloá. Foi por meio do garoto, uma criança, lembra Ronikson, que Lindemberg conheceu Eloá. "Ele traiu minha família", afirmou o irmão mais velho da garota.

Primeiro dia. Ontem, a pedido da pedido da defesa, foram trocadas duas testemunhas: a jornalista Ana Paula Neves foi substituída por Ederson Douglas Pimentel, irmão mais novo de Eloá. No lugar do Nelson Gonçalves, diretor do Instituto de Criminalística de Santo André à época, foi convocada Ana Cristina Pimentel, mãe da menina morta. Ambos seriam testemunhas em juízo, isto é, quando não defendem nenhuma das partes.

Para a acusação, que não concordou com a mudança, aceita pela juíza, a troca tinha sido um "tiro no pé" e não daria resultado. Por outro lado, a magistrada negou que novos documentos fossem anexados ao processo pela defesa.

O julgamento tem prazo previsto para terminar amanhã.

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