Atrasados para Enem culpam chuva e trânsito em BH

A chuva durante todo o dia e o trânsito pesado complicaram a vida dos estudantes que fizeram as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), hoje, em Belo Horizonte. Em diversos locais de aplicação dos testes, candidatos chegaram após o fechamento dos portões, sempre com a justificativa dos congestionamentos agravados pelo mau tempo, e em alguns locais a Polícia Militar teve que ser acionada para conter os mais exaltados. Minas Gerais tem 607 mil inscritos no exame, segundo maior número do País, atrás apenas de São Paulo.

MARCELO PORTELA E DANIELA AMORIM E ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

22 de outubro de 2011 | 20h23

Na Universidade Newton de Paiva, parte dos candidatos reclamou porque no cartão de inscrição indicava uma entrada, mas, no local, eles eram informados que deveriam entrar por outro portão. Na faculdade Novos Horizontes, de acordo com a PM, um grupo que chegou atrasado tentou invadir o prédio e os ânimos só se acalmaram com a chegada dos militares. Em várias outras unidades da capital também ocorreram atrasos de candidatos, mas, segundo a organização do Enem e a PM mineira, não houve registro de ocorrências graves. No interior do Estado, três escolas - duas em Pouso Alegre, no sul de Minas, e uma em Mariana, na região central - ficaram sem energia por causa da chuva, mas o problema teria sido resolvido antes do início do exame.

Na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o portão foi fechado às 13h02. Cerca de dez pessoas chegaram ao local após o horário, incluindo o vendedor Gregório Ribeiro, de 23 anos, que, além do tráfego, atribuiu o atraso a uma queda de moto. "Já estava aqui do lado quando um cara me fechou e eu caí. O jeito é voltar no ano que vem", afirmou o rapaz, que já cursa Enfermagem e pretende trocar para Medicina.

Rio

No Rio, o primeiro dia de provas do Enem transcorreu sem registro de problemas. Nos campi na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na zona norte, e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), na zona sul, candidatos que perderam a prova por chegarem depois do fechamento dos portões culparam os engarrafamentos pelo atraso.

Na Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura (Suesc), no centro da cidade, o que atrasou foi o início da provas. Os candidatos só receberam os cadernos e o cartão-resposta 45 minutos após o horário programado. O tempo perdido no início do exame foi compensado no final. Os estudantes puderam concluir as provas até às 18h15.

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