Brasil eleva volume de energia que vai enviar para Argentina

O Brasil poderá enviar até 2.100 megawatts de energia para a Argentina neste inverno, ante volume de 1.500 megawatts médios registrados no ano passado, segundo acordo fechado entre os dois países nesta segunda-feira em Brasília.

REUTERS

30 de março de 2009 | 16h46

O Brasil mantém desde 2005 um acordo com o vizinho pelo qual o governo brasileiro manda energia para a Argentina durante o inverno, período de maior consumo no local, e recebe parte da energia de volta mais para o fim do ano.

No ano passado, o limite para o envio era de 1.650 MW, que foi ampliado neste ano devido à boa situação de geração no Brasil, já que os reservatórios das hidrelétricas possuem bom nível e a oferta de gás para as térmicas também se elevou.

Além disso, houve queda no consumo de energia e de gás natural no Brasil, devido à crise econômica.

Parte da energia a ser enviada será de fonte hídrica e parte produzida por termelétricas, informou o Ministério de Minas e Energia.

A proporção será definida no dia 13 de abril, em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, do governo brasileiro.

Na parcela hídrica, o Brasil se compromete a enviar entre maio e agosto, e a Argentina precisa devolver entre setembro e novembro.

Já a parcela de energia térmica poderá ser enviada de abril a dezembro, sem devolução. Esse volume será vendido à Argentina, por valores próximos aos de mercado.

O acordo foi assinado nesta segunda, pelo ministro argentino Julio De Vido (Planejamento, Investimento Público e Serviços) e pelo brasileiro Edison Lobão (Minas e Energia).

Os dois lados também assinaram, no encontro, declaração reafirmando o interesse de aproveitamento conjunto do potencial hidrelétrico do rio Uruguai.

As estatais Eletrobrás e Ebisa assinaram termo para avaliar a viabilidade de projetos na região. A construção de pelo menos um complexo hidrelétrico já está praticamente definida, projeto batizado de Garabi. Outros poderão surgir, informou o ministério.

(Reportagem de Marcelo Teixeira, Edição de Camila Moreira)

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