Brasil está atrasado nos preparativos para Copa, diz Fifa

O Brasil está atrasado na preparação para a Copa do Mundo de 2014 e enfrenta dificuldades para reformar e construir novos estádios, aeroportos e linhas de transporte a tempo para o evento, disse o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, nesta sexta-feira.

JOHN BOWKER, REUTERS

24 Junho 2011 | 12h23

"Eu não vou dizer que o Brasil começou tarde demais, (mas) não estamos adiantados no Brasil", disse ele na Rússia, que será a sede do Mundial seguinte, em 2018.

"Não temos estádios, não temos aeroportos, não temos um sistema nacional de transporte prontos", acrescentou Valcke durante participação num seminário de futebol em Moscou.

A preparação brasileira para a Copa do Mundo tem sido bastante criticada tanto dentro quanto fora do país, que voltará a realizar um Mundial pela primeira vez desde 1950.

O novo estádio que será construído em São Paulo já foi descartado para a Copa das Confederações de 2013 porque não ficará pronto a tempo, enquanto várias obras, incluindo a reforma do Maracanã, sofreram aumento de custos.

"Entregar os estádios é a parte mais importante... é bastante trabalho", disse Valcke, efetivamente o número dois da Fifa e considerado o grande responsável pelo sucesso da Copa de 2010 na África do Sul.

O dirigente fez um alerta para que a Rússia esteja pronta em 2016 -- dois anos antes do início do campeonato.

Ele recusou-se a comentar diretamente sobre o escândalo de suborno que marcou a recente eleição presidencial da Fifa, acrescentando apenas que era "bom falar sobre futebol" para uma mudança.

Alexeis Sorokin, chefe-executivo do comitê organizador da Rússia para o Mundial, disse que o prazo de 2016 era "absolutamente realista", apesar da necessidade de construir ou reformar todos os estádios.

"Temos que construir bastante. Nós nunca escondemos o fato de que não temos nenhum estádio nos padrões da Fifa", disse.

O dirigente russo minimizou temores sobre racismo no futebol russo, apesar de o jogador brasileiro Roberto Carlos, que foi contratado pelo Anzhi Makhachkala em fevereiro, ter abandonado uma partida esta semana depois que uma banana foi jogada em sua direção dentro do campo.

Segundo Sorokin, esse comportamento "não representa o espírito geral" dos russos e é algo "difícil de se controlar".

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