Buscas por avião da Malásia entram em nova fase submersa

Um submarino teleguiado dos EUA será acionado para vasculhar o leito de uma parte do oceano Índico em busca de destroços do avião da Malaysia Airlines desaparecido há mais de um mês, o que marca o início de uma nova fase nas buscas.

MATT SIEGEL E BYRON KAYE, Reuters

14 Abril 2014 | 09h26

Angus Houston, chefe da agência australiana que coordena as buscas, disse que a vida útil das baterias que alimentam os sinalizadores eletrônicos da caixa-preta provavelmente já se esgotou, e que há poucas chances de encontrar peças flutuantes.

A busca agora será feita principalmente pelo "drone" submarino Bluefin 21, que mergulha a até 4.500 metros de profundidade.

O voo MH370 desapareceu em 8 de março, cerca de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur com direção a Pequim, com 227 passageiros 12 tripulantes. O Boeing teve seus equipamentos de localização desligados, mas dados de radares militares indicam que o avião alterou sua rota antes de desaparecer. Especialistas suspeitam que ele tenha caído no Índico, mas não sabem explicar o que ocorreu.

As buscas se concentram em um ponto cerca de 1.550 quilômetros a noroeste de Perth, na Austrália. Quatro sinais eletrônicos recebidos dias atrás nessa área por equipamentos especiais deram confiança aos participantes das buscas

As caixas-pretas, que contêm dados de voo e gravações de voz da cabine de comando, têm um sinal eletrônico que funciona durante cerca de 30 dias. Houston disse que, esgotado esse prazo, o equipamento norte-americano especializado em buscar esse tipo de sinal em alto-mar deixará de ser usado, sendo substituído pelo veículo submersível, equipado com sonar e câmeras.

No ano passado, o Bluefin-21 foi determinante para a localização de um caça F-15 dos EUA que caiu na costa do Japão.

Sua primeira tarefa no Índico será montar um mapa do relevo oceânico, com base em instrumentos acústicos. Caso algum possível destroço seja localizado, o submarino será envido de volta para tirar fotos, sob condições extremamente desfavoráveis de luz.

Houston reiterou na segunda-feira que a área das buscas é muito grande, remota e profunda, e que por isso o processo pode levar meses.

"Eu diria a todos para não sermos excessivamente otimistas, sermos realista e torcermos, torcermos para que aquele fortíssimo sinal que estávamos recebendo realmente venha da caixa-preta."

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