Centro do Rio terá mais uma manifestação nesta quinta

Uma nova manifestação está marcada para a tarde desta quinta-feira, no centro do Rio. A concentração ocorrerá na Igreja da Candelária, às 16 horas, de onde os manifestantes sairão em direção à Cinelândia e pretendem passar pela sede da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), que congrega os dez sindicatos de companhias de ônibus no Estado.

HELOISA ARUTH STURM, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 19h22

Este é o 13.º protesto na capital fluminense desde o início do mês - o quinto organizado em plenária pelo Fórum de Lutas contra o Aumento das Passagens, coletivo que reúne representantes de diferentes entidades estudantis, sindicatos e movimentos sociais. Na terça-feira, 25, mais de 3 mil manifestantes lotaram o Largo de São Francisco, praça em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no centro, para deliberar sobre a pauta de mobilizações e os próximos atos.

Entre as reivindicações definidas na plenária, estão a melhoria do transporte público e tarifa zero; melhora nos sistemas de saúde e educação; liberdade dos presos nas manifestações caso não haja comprovação de participação em atos de vandalismo; democratização dos meios de informação, e desmilitarização da Polícia Militar (PM). Os manifestantes também são contra projetos privatizantes do governo do Rio, especialmente em relação ao Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, e pedem a saída do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

No domingo, 30, no entorno do Maracanã, quando ocorre a final da Copa das Confederações, estão programados dois atos. Às 9 horas, uma manifestação organizada pelo Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas sairá da Praça Saens Peña para o estádio. Às 15 horas, também na Saens Peña, o protesto definido na plenária do Fórum de Lutas pedirá a apuração do orçamento das obras de infraestrutura nas cidades e estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Os manifestantes também protestarão contra a derrubada do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare e pedirão o fim das remoções e despejos forçados de famílias que moram em áreas de interesse de empreiteiras (como é o caso da Vila Autódromo, na zona oeste, que dará lugar ao Parque Olímpico). Eles querem também uma definição de prazos e metas para melhorias nos sistemas de transporte, saúde e educação.

"O ato do dia 30 vai encerrar a Copa das Manifestações, mas vamos continuar as mobilizações. Vamos continuar os questionamentos aos governos", disse o estudante de Filosofia da UFRJ Júlio Anselmo, um dos organizadores da plenária e representante do DCE da UFRJ. Uma nova reunião está marcada para a terça-feira, 2. "A gente agora não vai sair da rua. É a tarefa dessa geração mudar o Brasil."

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