Dilma diz a sindicalistas negociarem no Congresso mudanças na MP dos portos

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira a sindicalistas que eles precisam construir no Congresso uma alternativa para os pontos que discordam da Medida Provisória 595, que trata das novas regras do setor portuário, e que o projeto enviado pelo Planalto "pode ter erros", relataram a jornalistas sindicalistas e representantes presentes à reunião.

Reuters

06 de março de 2013 | 22h29

"Estamos abrindo negociação e vocês têm que ter cuidado, arte e engenhosidade", afirmou Dilma, segundo sindicalistas e representantes do governo presentes.

Na reunião, Dilma assinou decreto que internaliza a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho, sobre negociações trabalhistas e direito de greve no setor público, e é o compromisso do governo de que irá regulamentar as normas.

A presidente afirmou que as demandas dos trabalhadores da redução da jornada de trabalho e do fim do fator previdenciário são difíceis e precisam de muita negociação. Ela brincou com o presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), dizendo que ele não deveria sair da reunião afirmando que ela "prometeu" atender os dois pontos.

Dilma fez ainda comentários sobre a economia do país, garantindo que o Brasil irá crescer em 2013 e que a economia brasileira era "viciada" em juros altos e que por isso há resistências com a queda, porque tira rentabilidade de empresas.

"A gente apanha por ter cachorro e por não ter cachorro", disse Dilma, ainda segundo os presentes.

"Eu fiz e estou fazendo tudo, só não saímos vestidos de baiana", disse ela, sobre redução da miséria e crescimento do país.

Na MP 595, os sindicalistas reclamam da mudança no formato de contratação dos trabalhadores dos portos, da falta de paridade nos custos dos terminais atuais e os que serão permitidos dentro das novas regras e a falta de autonomia dos governo estaduais.

(Reportagem de Ana Flor)

Tudo o que sabemos sobre:
POLITICADILMASINDICATOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.