Egito tem o dever de proteger as minorias, dizem ministros da UE

Protestos no Cairo após incêncio em igreja copta deixaram pelo menos 25 mortos

REUTERS

10 Outubro 2011 | 08h28

LUXEMBURGO - Ministros da União Europeia disseram estar alarmados com a morte de pelo menos 25 pessoas nos confrontos entre a polícia militar e cristãos no Egito e disseram que autoridades tinham o dever de proteger as minorias religiosas.

Inicialmente o Ministério da Saúde informou que haviam morrido 24 pessoas, mas a mídia estatal depois divulgou uma nova cifra, de 25 mortos, na maioria cristãos.

O incidente, um dos mais violentos no Egito desde o levante que derrubou Hosni Mubarak em fevereiro, ocorreu no domingo no Cairo, onde cristãos protestavam contra um ataque realizado em uma igreja.

O secretário britânico de Relações Exteriores disse estar "muito alarmado" e o ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, afirmou que a violência contra minorias religiosas é "inaceitável".

"Eu acho que é muito importante que as autoridades egípcias e todos os envolvidos reafirmem a liberdade religiosa no Egito e que todos os lados se afastem da violência", disse Hague a jornalistas antes da reunião de ministros de Relações Exteriores da UE, em Luxemburgo.

A violência no Cairo lança uma sombra sobre a primeira eleição parlamentar no país desde a derrubada de Mubarak. A votação começa em 28 de novembro e candidatos devem começar as inscrições a partir de quarta-feira.

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