Exposição a pesticida durante gestação ligado a Parkinson

Uma equipe de cientistas da Universidade Emory encontrou uma conexão, em ratos de laboratório, entre a exposição ao pesticida dieldrin e o Mal de Parkinson. A exposição ocorreu durante o desenvolvimento no útero e a lactação.Os resultados do estudo estão publicados no periódico Federation of American Societies for Experimental Biology Journal.Segundo o principal autor do estudo, o neutoxicologista Gary Miller, embora a maioria dos diagnósticos de Parkinson ocorra a partir da meia-idade, "evidências experimentais sugerem que a degeneração neurológica começa muito antes do diagnóstico clínico" da doença. O Mal de Parkinson é considerado uma doença do envelhecimento, e ocorre quando um grupo de células na área do cérebro conhecida como substância negra começa a parar de funcionar e morrer.Essas células produzem a substância dopamina, um mensageiro químico que envia informações a partes do cérebro que controlam os movimentos e a coordenação. No estudo da Emory, os pesquisadores administraram doses diferentes de dieldrin, ou um placebo, a ratas durante a gestação e a lactação. "Analisando amostras do cérebro, descobrimos que o pesticida não mata diretamente os neurônios de dopamina, mas altera o equilíbrio dessas células, fragilizando-as", explica Miller. Essa vulnerabilidade aparece mais nos filhotes machos que nas fêmeas.

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