Falsa psicóloga é liberada no Rio pela segunda vez

A falsa psicóloga Beatriz Coelho Cunha, de 32 anos, que atendia crianças autistas em sua clínica, no Rio de Janeiro, foi liberada da cadeia pela segunda vez em menos de um mês, segundo confirmação da assessoria da Polícia Civil.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

12 de maio de 2011 | 13h47

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, a falsa médica conseguiu um habeas corpus durante o plantão judiciário do último domingo. Beatriz já havia conseguido liberdade através de um habeas corpus logo após sua prisão, no dia 27 de abril. Na última terça-feira, Beatriz foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) por estelionato, propaganda enganosa e falsificação de documentos. Ela estava presa na Delegacia do Consumidor (Decon).

As investigações começaram há dois meses, quando os pais de um dos pacientes registraram ocorrência na unidade, dizendo que, depois de oito meses de tratamento, pediram um recibo com o número do registro da suposta psicóloga para o Imposto de Renda. Ao verificarem o número no Conselho Regional de Psicologia, eles foram informados que o cadastro estava cancelado e foram até a clínica novamente perguntar o que havia acontecido. Beatriz alegou que verificaria o erro e forneceu outro número que, quando consultado, era de outra psicóloga.

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