Falso 'olheiro' é investigado por enganar jovens

A Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga um falso "olheiro" de garotos que querem se tornar jogadores de futebol. Ele estava com 54 adolescentes, entre 12 de 15 anos, de cidades do Tocantins e do Maranhão, numa casa no bairro Ipiranga, prometendo testes nos clubes Comercial e Botafogo. A residência pequena quase não tinha estrutura para tanta gente.

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

01 Dezembro 2009 | 16h59

O nome verdadeiro do "olheiro" é desconhecido, pois ele disse se chamar Deuseli. Mas a polícia encontrou documentos em nome de Edson de Souza e até Edson Gonçalves. Ele não ficou preso, mas está sob investigação pelos crimes de maus-tratos, negligência e estelionato, além de poder responder por falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

"Estamos averiguando o caso, pois ele usa vários nomes, mas violou o artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente ao submeter os garotos a constrangimentos e vexames", disse a delegada Maria Beatriz Moura Campos, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O caso foi registrado inicialmente como termo circunstanciado. Os adolescentes ficaram sob a tutela do Conselho Tutelar 2 em duas casas de abrigo.

O falso "caça-talentos" de jogadores de futebol recebia cerca de R$ 350 das famílias de cada adolescente para custear viagem e moradia. Os garotos dormiam em colchões espalhados pela casa, que está em situação precária. Ali, alguns podem ter sofrido agressões e até abuso sexual, mas isso ainda será investigado pela Polícia Civil. A mãe de um dos garotos estava na casa como cozinheira, que agora pretende voltar para sua cidade.

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