Fluxo de veículos no trecho SP-Cotia aumenta 67%

Quem trocou São Paulo pelo bucolismo da Granja Viana tem enfrentado problema típico de cidade grande: o trânsito infernal da Rodovia Raposo Tavares. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER) mostram que o volume diário de veículos entre a saída da capital e a chegada à Granja, na altura do km 24, subiu 67% desde 2006. O congestionamento se reflete principalmente nas vias de entrada e saída de condomínios, as Avenidas José Félix e São Camilo - só nesta última são 2 mil carros de manhã, entre 7 horas e 10 horas.

AE, Agência Estado

07 Junho 2011 | 09h29

Usada como avenida, a Raposo virou obstáculo diário aos "granjeiros". Há cinco anos, o fluxo diário entre Cotia e São Paulo era de 108,9 mil veículos. Saltou para 181,7 mil em 2010. A Secretaria de Estado dos Transportes credita o aumento à expansão da região e o crescimento da frota. Moradores não reclamam só do trânsito, mas da falta de estrutura do sistema viário.

Via principal do bairro, a Avenida São Camilo tem apenas 3,5 km de extensão, menos de 8 metros de largura e é mão dupla. Calçada, quase não há. O "cruzamento indiano" com a José Félix já virou chacota. "Chega a ser cômico de tão caótico. Não tem sinalização, é um carro entrando na frente do outro", diz a dona de casa Maria Lúcia Metzler.

A prefeitura de Carapicuíba, que divide com Cotia a administração da Granja, está duplicando a Estrada da Fazendinha, no fim da São Camilo. A avenida principal, porém, segue sem projeto. "Alargar a São Camilo não é algo em um horizonte próximo. Seria uma obra traumática pela quantidade de comércio e residências que temos ali", explica o secretário de Obras de Cotia, Benedito Simões. Para ele, a solução não é viária, mas ferroviária. "É preciso pensar em outras alternativas, como trem e VLT. Se pensarmos só em viário, daqui a pouco vai ter minhocão em toda a região metropolitana." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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