Gasolina virou combustível alternativo no Brasil, diz Barbassa

A gasolina deixou de ser o principal combustível dos veículos leves no Brasil, trocando de lugar com o álcool, que já abastece mais de 50 por cento dos carros em circulação, afirmou nesta terça-feira o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.

REUTERS

23 de junho de 2009 | 13h38

"Realmente a gasolina virou combustível alternativo. É agora o que era o álcool antes", afirmou Barbassa a jornalistas na sede paulista da estatal.

Segundo ele, o grande desenvolvimento do processo produtivo na indústria de cana-de-açúcar durante os últimos anos fez com que o combustível chegasse hoje a um valor para venda muito atrativo.

No início do mês, durante o Ethanol Summit, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, já havia abordado a questão e divulgou na ocasião estimativa da empresa de que o mercado de gasolina para veículos leves deverá cair para 17 por cento do total até 2020.

Mas Barbassa disse que a empresa não está muito preocupada com esse aspecto do mercado, mesmo considerando os planos de construção de cinco novas refinarias no Brasil para os próximos anos.

"Estamos conscientes de que o álcool vai tomar mais espaço. Estamos preparados para isso".

Ele lembrou que o foco principal das novas refinarias será o diesel, combustível cuja produção no Brasil não é suficiente para atender a demanda.

A Petrobras projeta que as duas grandes refinarias premium, previstas para serem construídas no Ceará e no Maranhão, produzirão até 65 por cento de diesel.

Além das duas refinarias premium, a Petrobras vai construir uma no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), destinada a produção de produtos petroquímicos, outra em Pernambuco, para atender o mercado regional de combustíveis, e uma de pequeno porte no Rio Grande do Norte.

A estatal segue com seus planos no mercado de álcool, onde pretende ter uma fatia na produção principalmente por meio de participações em companhias do setor.

(Reportagem de Marcelo Teixeira)

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