Governo identifica líderes de madeireiros na Amazônia

O governo identificou quem são os líderes de madeireiros e fazendeiros que desmatam, ilegalmente, a Amazônia e que têm incitado a população a atacar agentes da Polícia Federal (PF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na véspera da deflagração da Operação Arco de Fogo, nome dado à grande mobilização repressiva planejada para a região para os próximos dias. Os nomes e endereços de todos eles estão com a PF. Assim que a operação começar, deverão ser presos se insistirem em resistir à ação do governo. Depois de assistirem a filmes dos tumultos ocorridos desde terça-feira em Tailândia, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Belém, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Felix, delegados da PF, agentes do Ibama e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além de representantes do Ministério da Justiça, trataram hoje dos últimos preparativos para a Arco de Fogo. A reunião com Felix foi realizada no Palácio do Planalto, no GSI. Foi decidido que os agentes de segurança de todos os setores deverão evitar conflitos com a população. Uma das formas, concluíram os participantes dos preparativos para a ação, será tentar fazer com que os moradores fiquem ao lado das forças de segurança. Os negociantes de madeira têm dito que a administração federal promove o desemprego, ao fechar serrarias. No contra-ataque, o Poder Executivo deverá responder que os cortadores de madeira são a causa do falta de emprego, visto que destroem a floresta.Ao todo, o Executivo pretende usar 800 agentes da PF, Abin, Ibama, Força Nacional de Segurança e Polícia Rodoviária Federal (PRF) na operação. As Polícias Civil e Militar do Pará também deverão dar apoio aos agentes federais na ação que atingirá toda a Amazônia Legal, do Acre, no extremo oeste, até o Maranhão, na parte leste. A Arco de Fogo foi decidida depois da constatação de que há desmatamento ilegal na Amazônia. Os Estados com situação mais crítica são Mato Grosso, Pará e Rondônia.

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