Grávida sobrevivente do voo da FAB não sabia nadar

Uma das sobreviventes do avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que fez um pouso em meio à floresta Amazônica na última quinta-feira, 29, a enfermeira Josiléia Vanessa de Almeida, grávida de 2,5 meses, disse que "nasceu de novo".

AE, Agencia Estado

31 Outubro 2009 | 18h33

Funcionária da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Josiléia não sabe nadar e afirmou que o filho que carrega no ventre, "nasceu antes do parto". Do momento do acidente, ela recorda apenas que pedia socorro e gritava que não sabia nadar, cada vez que retornava à tona.

Enquanto foi atendida no Hospital Geral do Juruá, em Cruzeiro do Sul,no Acre, a enfermeira falou sobre o acidente, lembrando que todos conseguiram manter a calma e se apoiar mutuamente. "Após o choque com as águas do rio Ituí, as portas traseiras foram abertas e pudemos deixar a aeronave", disse a enfermeira.

Segundo Josélia, o técnico Marcelo Nápoles de Melo foi um dos heróis do desastre. Depois de ter auxiliado algumas colegas, ele voltou ao rio e a ajudou, pois ela se debatia para manter-se na superfície. "As pessoas da margem gritavam: ''não enforca ele, não enforca ele''. Naquele instante eu disse a Marcelo que ficaria mais leve para que ele pudesse me levar", conta.

De acordo com a assessoria de comunicação da Funasa, outro momento de muita tensão foi durante a operação de resgate: primeiramente, durante a aproximação do helicóptero que, em função do deslocamento de ar provocado pelo movimento das pás, derrubou uma árvore que estava próxima à praia onde eles estavam aguardando o socorro.

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