Investimento da Microsoft levará a boom de pesquisa no Rio-executivo

A Microsoft vai investir 200 milhões de reais em um novo centro de pesquisa no Rio de Janeiro, disseram executivos nesta quarta-feira, ajudando os esforços do Brasil a gerar empregos no setor de alta tecnologia em uma economia há muito baseada em commodities e na indústria de base.

Reuters

07 de novembro de 2012 | 19h47

O investimento ao longo dos três a quatro anos vai se concentrar no desenvolvimento de novas tecnologias de busca, de acordo com o executivo do mais alto escalão da Microsoft na América Latina, Hernan Rincon, e outros gestores numa coletiva de imprensa em Brasília.

O centro de pesquisa --um dos quatro escritórios deste gênero no ano e o primeiro na América Latina-- integra esforços para renovar o distrito portuário do Rio de Janeiro antes das Olimpíadas de 2016, que ocorrerão na cidade.

Há tempo sede de petroleiras e mineradoras, o Rio atraiu atenção recentemente por seu cenário nascente de startups ligadas à Internet, oferecendo a empreendedores acesso a sol, areia e capital inicial sem os engarrafamentos, a poluição e outros incômodos da capital econômica do Brasil, São Paulo.

O investimento da Microsoft também reforça a crescente atração exercida pelo Rio sobre grandes multinacionais. A partir da década de 1980, muitos desprezaram a cidade à medida que o crime disparava, a infraestrutura urbana decaía e o governo se tornou caótico.

A Cisco anunciou planos para um centro de pesquisa no Rio neste ano, juntando-se a instalações similares controlada pela General Electric, Halliburton, Baker Hughes e Schlumberger.

Autoridades disseram que não concederam à Microsoft isenções fiscais para assegurar o investimento, mas a presidente Dilma Rousseff priorizou a geração de mais empregos no setor tecnológico brasileiro como uma maneira de incentivar inovação e produtividade.

Após longas negociações sobre desonerações e outros benefícios, a taiuanesa Foxconn anunciou no mês passado que investirá 1 bilhão de reais para construir um novo complexo industral em São Paulo. A Foxconn é o nome comercial da Hon Hai, principal montadora de aparelhos da Apple.

O Brasil obriga operadoras de telefonia móvel a construir novas redes com pelo menos 60 por cento de componentes nacionais, levando fabricantes de equipamentos a estabelecer fábricas locais.

(Reportagem de Peter Murphy)

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