Júri sobre morte de extrativistas começa hoje no Pará

Começou na manhã desta quarta-feira, no município paraense de Marabá, a 530 km de Belém, o julgamento dos três acusados de matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, mortos em 24 de maio de 2011.

RICARDO CARVALHO, Agência Estado

03 de abril de 2013 | 10h09

Os denunciados José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento são julgados por um tribunal do júri pelo duplo homicídio. De acordo com a promotoria, o assassinato do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi motivado por disputa de lotes de terra onde funcionava o projeto extrativista. O julgamento deve ser concluído na quinta-feira (4).

O caso

No dia 24 de maio de 2011, José Cláudio e Maria do Espírito Santo conduziam uma moto na zona rural de Nova Ipixuna, no Pará, quando foram emboscados e alvejados por disparos de cartucheira. José Cláudio, ainda vivo, teve sua orelha arrancada.

O MP alega que a vítima vinha sendo ameaçada por José Rodrigues, que teria adquirido um lote de terra na área onde funcionava o projeto extrativista, sem conseguir, no entanto, que os posseiros desocupassem o terreno.

Os qualificadores da acusação de homicídio são motivo torpe (disputa de terras), uso de meio cruel (José Cláudio teve a orelha arrancada) e emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (emboscada).

Defesa

Os três réus estão presos preventivamente desde setembro de 2011. No interrogatório judicial, eles negaram qualquer participação no crime. José Rodrigues argumentou que o equipamento de mergulho encontrado em sua casa pertencia a outra pessoa - próximo aos corpos do casal de extrativista, foi encontrado uma máscara de mergulho. Já Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento disseram que não estavam em Nova Ipixuna no dia do assassinato.

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