Lucro da IMC cai no 4º tri e 2011 por gastos com IPO e expansão

A International Meal Company (IMC), dona de redes de restaurantes, teve lucro líquido de 8 milhões de reais no quarto trimestre, quase metade dos 15 milhões de reais em igual período de 2010.

JULIANA SCHINCARIOL, REUTERS

14 Março 2012 | 22h05

No acumulado de 2011, o lucro foi de 2 milhões de reais, ante 8 milhões de reais no ano anterior.

As quedas nos resultados trimestral e anual deram-se pelas despesas com a Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e aquisições realizadas ao longo de 2011, explicou o diretor de Relações com Investidores da empresa, Nel Amereno.

"Os gastos não recorrentes somaram 43,5 milhões de reais em 2011, resultantes do IPO e da expansão, o que fez com que a gente tivesse uma base comparativa menor", disse.

Desconsiderando tais efeitos, o lucro em 2011 teria sido de 45 milhões de reais.

A IMC encerrou 2011 com 276 lojas, ante 214 em dezembro de 2010. Foram abertos no ano passado 48 pontos comerciais em aeroportos, seis em rodovias, sete em shopping centers e um em que classifica como "outro segmento".

Em aeroportos, nove unidades foram inauguradas no Brasil e 39 em terminais internacionais, vinculadas principalmente à entrada da companhia nos mercados do Panamá e Colômbia e à expansão no México e na República Dominicana.

Em seu IPO, realizado em março de 2011, a companhia levantou 330,8 milhões de reais na oferta primária de ações.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida foi de 251,4 milhões de reais, uma evolução de 23 por cento ante o mesmo trimestre de 2010. No ano, a receita ficou em 898,6 milhões em 2011, com aumento de 20 por cento.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 9 por cento no trimestre, para 49,8 milhões de reais, e subiu 16,6 por cento no ano, para 140 milhões de reais.

"O resultado ficou exatamente em linha com o que nós planejamos. Tivemos um crescimento da receita e do Ebitda mesmo em um ambiente de inflação de mão de obra e commodities", afirmou Amereno.

Segundo ele, em 2012, a companhia continuará sua expansão, além de se focar nos ganhos de sinergia dos últimos negócios fechados. Apesar da ampliação, a empresa não deve entrar em novos mercados neste ano. "A ideia é não sair geograficamente para outros países, já estamos em seis países e em oito aeroportos no Brasil," disse o executivo.

O segmento de aeroportos representou 38 por cento da receita da empresa, além de ter apresentado um crescimento, no conceito mesmas lojas, de 11,4 por cento nas vendas no ano passado, ante um total 7,5 por cento.

A privatização dos aeroportos no Brasil, de Guarulhos, Viracopos e Brasília, realizada em fevereiro, é positiva para a IMC, avalia a empresa. "Com essa privatização haverá novos terminais e mais passageiros. Temos uma boa presença e experiência e bom relacionamento com a Infraero, acho que é uma boa oportunidade para ampliarmos a nossa presença."

Em 2012, a companhia já anunciou que fechou acordo para abertura de até 50 novas lojas da marca Carl's Jr. nos mercados do México, Caribe e Colômbia, além de ter assinado memorando de entendimento para adquirir as redes de restaurantes Wraps e Go Fresh no Brasil.

Além disso, já está em operação em Viracopos, desde 30 de dezembro de 2011, um novo formato da rede de lojas Frango Assado, que até então eram localizadas apenas em rodovias.

A IMC já começou a ampliar o novo tipo de operação, chamado de Frango Express, também para shopping centers. Segundo o diretor da empresa, estão em construçao novas lojas em shoppings em São Paulo, onde a marca é mais conhecida. A abertura está prevista ainda para este semestre.

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