Lula supervaloriza meta brasileira

Na Alemanha, presidente diz que Brasil vai desafiar outros países em Copenhague e defende biocombustíveis

Andrei Netto, HAMBURGO, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

O Brasil chega à 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas em Copenhague com o objetivo de "desafiar" outros países a superarem as metas de redução de emissões fixadas pelo País. A provocação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso a empresários, ontem, em Hamburgo. Além de enaltecer os objetivos ambientais de seu governo, o presidente defendeu os biocombustíveis, ausentes em suas últimas viagens internacionais.

Lula abriu seu discurso e falou por mais de 15 minutos - em um pronunciamento de 50 minutos - sobre meio ambiente e negociações de clima. Supervalorizando seu programa de metas voluntárias de redução de emissões, o presidente afirmou que o Brasil "foi o primeiro país do mundo que se comprometeu com a redução de emissões de gases entre 36,1% a 38,9%."

No mesmo tom, criticou Estados Unidos e China e lançou: "Queremos chegar em Copenhague desafiando outros países a cumprirem pelo menos aquilo que o Brasil está cumprindo". Lula lembrou também que, embora o país não faça parte do chamado Anexo 1 do Protocolo de Kyoto, que reúne países industrializados, assumiu atitude de pioneirismo.

"Tomamos a atitude de transformar em lei nossa proposta voluntária, que foi aprovada na Câmara e no Senado. Portanto, quem quer que for eleito nos próximos anos terá obrigação por lei de cumprir os compromissos", ressaltou.

O monólogo sobre clima havia começado minutos antes, quando o presidente retomou a bandeira dos biocombustíveis. Convocando empresários alemães para "um novo salto" nas relações entre os dois países, Lula defendeu o uso de bicombustíveis de cana-de-açúcar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.