Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters

Militares resgatam corpos de seis vítimas da erupção vulcânica na Nova Zelândia

Outras 17 vítimas permanecem internadas; 13 delas estão em estado crítico

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2019 | 23h10

Uma equipe militar da Nova Zelândia recuperou nesta quinta-feira, 12 (sexta-feira no horário local), seis dos oito corpos que jaziam desde segunda-feira na ilha desabitada de Whakaari, no nordeste do país, onde uma erupção vulcânica matou 16 pessoas.

A operação, que envolveu oito membros das forças especiais da Nova Zelândia, foi realizada conforme planejado "mas ainda não acabou", disse o comissário de polícia da Nova Zelândia Mike Bush, ao se referir às duas pessoas que ainda não foram localizadas.

Bush disse durante uma conferência de imprensa em Whakatane, uma cidade na Ilha Norte, a cerca de 40 quilômetros da ilha vulcânica, que nesta sexta-feira serão feitos vôos aéreos em Whakaari e que equipes de mergulhadores trabalham para tentar encontrar os desaparecidos.

"Acreditamos que pelo menos um deles está na água e o outro, não temos certeza, talvez na ilha ou também na água", disse o chefe de polícia, lembrando que as condições permanecem perigosas, pois há 50% de chance de uma nova erupção do Whakaari, também conhecido como White Island.

Bush também esclareceu que os seis corpos resgatados serão transferidos para a cidade de Auckland para identificação formal, após a realização de uma cerimônia simbólica de reunião com membros da família que estão em Whakatane.

A operação, da qual participaram helicópteros e o navio Wellington, foi realizada em condições de risco, de modo que os oito membros da equipe militar enviados à ilha usavam roupas especiais e máscaras de oxigênio para impedir a inalação de gases tóxicos que emanavam do vulcão.

"Posso dizer que enquanto estávamos na ilha, com o resto do ar que a equipe possuía, a busca foi feita", disse o coronel Rian McKinstry na conferência de imprensa.

No início do dia, parentes e amigos das vítimas viajaram de barco para a ilha Whakaari para realizar uma cerimônia em que a operação foi abençoada, em meio a lágrimas e abraços.

Um total de 17 vítimas permanecem nas unidades de queimados dos hospitais da Nova Zelândia, 13 delas em estado crítico, depois que as autoridades australianas repatriaram 11 de seus cidadãos feridos.

Muitas dessas pessoas feridas sofrem queimaduras em mais de 80% do corpo e abrasões internas devido à inalação de gases, o que obrigou a Nova Zelândia a importar enxertos de pele para tratá-las.

 O Whakaari entrou em erupção no início da tarde de segunda-feira quando 47 pessoas - incluindo australianos, britânicos, neozelandeses, americanos, alemães, malaios e chineses - visitavam esta ilha privada. /EFE

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