Mudança protege braço direito de Sarney

A reforma administrativa do Senado, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem um artigo criado unicamente para proteger o jornalista Fernando César Mesquita, braço direito do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Carol Pires, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

31 Outubro 2009 | 00h00

De acordo com o texto, já aprovado pela Mesa Diretora, todos os servidores em função de diretoria devem ser "obrigatoriamente concursados". Porém, o artigo 415 abre uma exceção: "O cargo em comissão SF-03 de Diretor da Secretaria de Comunicação Social será transformado em Função Comissionada FC-4 , de mesma denominação, após a exoneração do atual ocupante".

Isso significa que apenas Fernando César Mesquita, que trabalha com Sarney há 25 anos, poderá se manter numa chefia de diretoria do Senado sem ser um servidor de carreira.

O próximo ocupante do cargo, no entanto, terá de se adequar à nova regra.

A assessoria de imprensa de José Sarney informa que foi o próprio Fernando Cesar Mesquita quem sugeriu à FGV que as diretorias fossem restritas aos servidores concursados.

Sarney, porém, não concordou com a saída do diretor, informou sua assessoria. "O presidente entende que o comando do Senado deve ter homens de confiança nos cargos de chefia", disse.

A reforma administrativa ainda deve demorar cerca de um mês para chegar à votação em plenário. Caso seja aprovada a reforma administrativa do Senado, haverá redução de 602 setores para 361. As diretorias serão reduzidas de 41 para apenas sete.

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