Nevasca repentina no Nepal mata 12 montanhistas e pastores

Pelo menos 12 pessoas, incluindo oito montanhistas estrangeiros e um grupo de pastores de iaques, morreram no Nepal por nevascas fora de época e avalanches desencadeadas pelo rastro do ciclone Hudhud, disseram autoridades nesta quarta-feira.

GO, REUTERS

15 de outubro de 2014 | 08h41

A morte dos montanhistas aconteceu durante a temporada de pico da prática no Nepal, que abriga oito das 14 mais altas montanhas, incluindo o Monte Everest.

Nos últimos dois dias, o Nepal foi castigado por pesadas chuvas trazidas pelo ciclone que caiu sobre a vizinha Índia. O clima desencadeou as nevascas em altas altitudes.

Os corpos de um cidadão napalês, dois poloneses e um montanhista israelense na área de Thorang-La foram encontrados ao longo de uma popular rota de caminhadas perto de Annapurna, a décima mais alta montanha do mundo, disse Baburam Bhandari, governador do distrito de Mustang, onde o incidente aconteceu.

Bhandari informou que o grupo morreu em uma nevasca.

“Nós resgatamos cinco montanhistas alemães, cinco poloneses e quatro israelenses que estavam presos no meio da neve no começo de quarta-feira”, disse Bhandari à Reuters por telefone, sem dar detalhes. Um turista alemão fraturou a perna, segundo ele.

Mustang, um fértil vale que faz fronteira com o Tibete, fica a cerca de 150 quilômetros o noroeste da capital do Nepal, Katmandu, e é popular entre os montanhistas estrangeiros.

Em outro incidente, no distrito vizinho de Manang, quatro montanhistas canadenses e um indiano foram mortos pela avalanche, de acordo com um representante do distrito.

Acredita-se que alguns montanhistas ainda estejam sem contato após o mau tempo ter interrompido as comunicações.

(Por Gopal Sharma)

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