Noticiar pedofilia é 'campanha', diz cardeal

Para o cardeal d. Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, a divulgação de notícias sobre as denúncias de abuso sexual de menores cometidos por membros do clero católico em todo o mundo - "uma verdadeira chaga", como define - faz parte de "uma campanha para desacreditar a Igreja". Ele também diz que os escândalos não atingem nem 1% dos padres.

AE, Agência Estado

17 de maio de 2010 | 10h27

"Estamos sendo cobrados como se só nós tivéssemos esse pecado", afirma o cardeal. "Sabemos que esses casos não chegam a 1% dos 400 mil sacerdotes que existem no mundo. É uma abrangência baixa, pois dentro da própria família isso aumenta para mais de 10%. Outras categorias têm muito mais", diz ele, sem citar fontes ou acrescentar detalhes.

"A Igreja não está querendo a absolvição de todos os réus", continua. "Aqueles que forem acusados devem ser submetidos a julgamento. O Direito Canônico prevê punições e existem tribunais eclesiásticos para verificar se a acusação é procedente." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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