Oposição e PDT apresentam 16 emendas em votação do mínimo

Deputados da oposição e do PDT apresentaram 16 emendas ao projeto de conversão em lei da medida provisória do salário mínimo, oito delas propondo valores superiores aos 545 reais estabelecidos pelo governo, segundo informações divulgadas pela Mesa Diretora da Câmara.

REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 16h33

Mas segundo o deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, apenas dois destaques de bancada serão votados nominalmente no plenário na votação desta quarta-feira: o do PSDB, que prevê um reajuste de 600 reais para o mínimo, e o do DEM, que prevê 560 reais.

Na sessão da Câmara para votar o mínimo, o primeiro a falar foi o relator do projeto do governo, o deputado e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Vicentinho (PT-SP), que defendeu o valor de 545 reais. Ele foi alvo de vaias ao defender a proposta. A votação desta quarta-feira é o primeiro teste do governo Dilma Rousseff no Congresso.

Entre as 16 emendas apresentadas, o PSDB e o PPS assinam cada um uma emenda propondo o valor de 600 reais para o mínimo, promessa de campanha do candidato tucano derrotado à Presidência, José Serra.

O PPS ainda encabeça outra emenda defendendo um valor de 580 reais. O DEM é responsável por três emendas com propostas diferentes para o mínimo: uma com o valor de 585 reais, outra de 565 reais e a última de 560 reais.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, assina uma emenda no valor de 560 reais --valor defendido pelas centrais sindicais.

O PDT não aceitou a pressão do Executivo e do seu presidente licenciado, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para votar nos 545 reais propostos pelo governo.

A bancado do PSOL apresentou uma emenda pedindo o salário mínimo no valor de 700 reais.

(Por Leonardo Goy, Jeferson Ribeiro e Mario Carolina Marcello)

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