País importa pouco

O futebol brasileiro não tem a tradição de importar técnicos. Entre os poucos que vieram, alguns tiveram sucesso. Foi o caso do vitorioso húngaro Béla Guttmann, campeão no Honved, de Puskas, no holandês Twente, Milan, Peñarol e também com o São Paulo, em 1957, cujo astro era Zizinho. Outro a fazer história no Morumbi foi o argentino José Poy. Depois de atuar como goleiro, virou treinador e conquistou o Paulista de 1975. Comandou o Tricolor em 421 jogos.

WILSON BALDINI JR., O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

No Palmeiras, o argentino Nélson Ernesto Filpo Nuñes fez parte da primeira Academia. Em 1965, o time de Palestra Itália representou a seleção brasileira em um dos jogos que inauguraram o Mineirão. Vitória palmeirense por 3 a 0 sobre o Uruguai e Filpo se tornou o único estrangeiro a dirigir a seleção na história. Ele ainda retornou ao Palmeiras mais duas vezes: 1968/1969 e 1978/1979.

O Corinthians não teve a mesma sorte. Em quase um século de história, apenas cinco treinadores foram estrangeiros. O último não deixou saudades. Trata-se do argentino Daniel Passarella, que permaneceu no cargo por pouco mais de quatro meses em 2005. Vice-campeão paulista, fracassou na Copa do Brasil e só suportou três rodadas no Brasileiro, quando o time foi goleado por 5 a 1 para o São Paulo. Ainda arrumou briga com Fábio Costa e Roger. Ao sair do clube, entrou com um processo exigindo US$ 1,5 milhão. Recebeu o dinheiro este ano.

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