Parceria vai revitalizar Parque D. Pedro II em São Paulo

Convênio prevê reforma dos jardins entre o museu e o metrô, recuperação do parque e reforço na segurança

Daniel Gonzalez, do Jornal da Tarde,

09 Janeiro 2009 | 09h48

Depois de 20 anos de promessas não cumpridas, a reforma do degradado Parque D. Pedro II, no centro, começa a sair do papel nesta sexta-feira, 9, por meio da assinatura de um termo de cooperação entre a Prefeitura de São Paulo e a Fundação Catavento. A entidade público-privada, que criou e manterá o Catavento Espaço Cultural da Ciência - centro de ciências antes chamado de Museu da Criança, que funcionará no Palácio das Indústrias, antiga sede do governo municipal -, vai assumir, por 36 meses, a responsabilidade pela zeladoria do parque. O convênio prevê a reforma dos jardins entre o museu e a Estação de Metrô Pedro II, a recuperação urbanística do parque e o reforço no efetivo de seguranças em torno do palácio, que foi reformado. "A parceria com a iniciativa privada será fundamental para recuperar o parque", diz o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo. O museu, prometido em 2005, já está quase pronto (faltam detalhes de acabamento) e deve começar a funcionar no período de início das aulas, entre o fim de fevereiro e início de março. O espaço terá cerca de 400 instalações científicas com o conceito de "aprender brincando", com foco em tecnologia. Uma das atrações é o "homem virtual", um conjunto de 80 m² idealizado por professores de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP. Por meio de simulações tridimensionais do corpo humano, recursos de computação gráfica com narração e minicinema, os visitantes poderão tomar contato com temas que vão da audição e visão à formação de acne e câncer de pele. "Os temas interessam muito aos adolescentes", diz o professor Chao Lung Wen, da USP, um dos idealizadores.  Na "sala dos espelhos", uma espécie de labirinto, será possível aprender, por meio da distorção das imagens refletidas, princípios de física como a refração e difração da luz. Outro setor vai abrigar dezenas de experimentos com eletricidade, com o gerador de Van de Graaff, esfera que acumula eletricidade estática e "arrepia" os cabelos de quem a toca. Há ainda "brinquedos científicos" com temas de química e biologia, matemática e astronomia.

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