Parentes de dentista assassinado criticam autoridades

O corpo do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, de 41 anos, queimado durante uma suposta tentativa de assalto em São José dos Campos, no interior de São Paulo, foi enterrado nesta terça-feira no Cemitério Gethsemani, no Morumbi, zona sul da capital paulista. O pai e as irmãs de Gaddy pediram reforço nas investigações da Polícia Civil sobre o crime, que aconteceu no dia 27 de maio, e criticaram a violência no Estado. O dentista morreu na noite de anteontem no Hospital Albert Einstein, também no Morumbi.

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, Agência Estado

05 Junho 2013 | 07h53

"A primeira perícia foi feita mal e porcamente. Queremos que seja feita outra, de forma adequada", afirmou o pai, Lance Gaddy, de 68 anos. Ele fez um apelo para a criação de políticas de prevenção de crimes contra consultórios odontológicos. "Esse é o segundo caso que acontece em São Paulo (em abril, uma dentista foi queimada viva em São Bernardo do Campo). É preciso pressionar as autoridades para que dispositivos de segurança, como câmeras e um patrulhamento mais eficaz, sejam feitos. Custa caro, mas quanto custa tratar uma vida no hospital? Quanto custa um profissional para a sociedade? Quanto custa a dor de uma família que perde uma pessoa querida? Nada disso tem preço", perguntou.

Investigação

Segundo a irmã mais nova do dentista, Mariane Peçanha Gaddy, de 36 anos, o consultório da ex-mulher de Alexandre foi roubado há cerca de um mês, na Avenida Joaquim Ferreira Carpinteiro, também na Vila Industrial, em São José dos Campos. "O computador do meu irmão estava lá e foi levado. Nele, havia o balanço de quanto o Alexandre ganhava por mês e acredito que possam ter sido os mesmos bandidos que invadiram o consultório dele", disse Mariane.

A polícia investiga a relação entre os dois crimes. "Até agora, já foram ouvidas dez pessoas e esperamos o laudo pericial do celular e das digitais encontradas no consultório do Alexandre", afirmou o delegado Osmar Henrique de Oliveira.

Protesto

No domingo, 9, às 9h30, familiares e amigos farão uma manifestação na Praça Manuel Mendes Pimenta, na frente do Colégio Rainha da Paz, no Alto de Pinheiros, onde Alexandre estudou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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