Polícia apura morte de 11 emas no zoo de São Paulo

A Polícia Civil investiga a morte de 11 emas no parque Zoo Safári (antigo Simba) de São Paulo. As aves de grande porte foram encontradas com pescoços cortados e cabeças arrancadas, na madrugada de domingo, pelos funcionários do local, mas a polícia só foi avisada dois dias depois. O caso ocorre seis anos depois que 56 animais foram envenenados no zoológico, que tem entrada para o Zoo Safári.

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 11h02

O mistério da morte das emas foi informado anteontem ao 83.º Distrito Policial pelo chefe daquela seção do parque, José João Gomes, de 39 anos. Gomes chegou às 12h30 ao distrito e contou aos policiais que no sábado à noite e na madrugada de domingo funcionários do antigo Simba viram "três cães vira-latas" invadirem o parque. Os cachorros teriam atacado as emas, "digerindo" os bichos. De acordo com Gomes, os funcionários tentaram impedir o ataque, mas não conseguiram. Não sobrou nenhuma ema no parque.

Na segunda-feira, os mesmos cães teriam sido vistos rondando um posto de saúde próximo da delegacia. Gomes tentou saber quem seria o proprietário dos cachorros, mas não conseguiu descobrir. Ele afirmou que os animais ainda estariam à solta na região.

A polícia, entretanto, acredita que é preciso apurar melhor essa versão dos funcionários. Eles querem saber se é possível que apenas três cães vira-latas consigam matar 11 emas - as maiores aves brasileiras, podendo chegar a 1,60 m e correr a até 60 km/h em situações de perigo. Policiais ouvidos pelo Estado querem saber ainda a razão da demora da Fundação Parque Zoológico de São Paulo - responsável pelo zoológico e pelo Safári - em avisar o distrito sobre as mortes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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