Por acidente, MP quer ex-deputado na Justiça comum

O Ministério Público do Paraná enviou hoje ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná o inquérito que apura o acidente envolvendo o ex-deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho, que se afastou do PSB ao qual era filiado, pedindo que seja remetido à Justiça comum. No pronunciamento preliminar, os promotores da Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça sustentam que, em tese, o caso configura-se como duplo homicídio com dolo eventual.

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

02 Junho 2009 | 18h57

No acidente ocorrido na madrugada do dia 7 de maio, Carli Filho chocou seu automóvel contra outro dirigido por Gilmar Rafael Souza Yared, que tinha como acompanhante Carlos Murilo de Almeida. Os dois morreram na hora. Exames mostraram que o então deputado, que renunciou no fim da semana passada, estava embriagado. Testemunhas disseram que ele empreendia alta velocidade. Carli Filho estava com a Carteira Nacional de Habilitação irregular desde o meio do ano passado, em razão de 30 multas que somaram 130 pontos.

Ao renunciar ao mandato, Carli Filho perdeu o foro privilegiado, que lhe garantia ter o inquérito presidido por um desembargador do TJ. Em razão disso, a Procuradoria Geral de Justiça manifestou-se hoje para que o caso passe a ser acompanhado pela Promotoria de Justiça que trata dos inquéritos envolvendo crimes dolosos contra a vida. Segundo o MP, até agora foram ouvidas 26 pessoas. Entre os depoimentos, alguns de pessoas que disseram que Carli Filho foi advertido de que não teria condições de dirigir, mas teria assumido o risco.

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