Premiê somali renuncia após fracasso em conter insurgência

O primeiro-ministro da Somália, Omar Abdirashid Sharmarke, renunciou nesta terça-feira como consequência do fracasso do governo em conter uma insurgência islâmica que já resultou na morte de milhares de civis.

IBRAHIM MOHAMED E MOHAMED AHMED, REUTERS

21 de setembro de 2010 | 14h18

Milhares de soldados das forças de paz da União Africana foram enviados ao país para dar apoio ao governo interino, mas mesmo assim os militantes linha-dura agora controlam boa parte da capital, Mogadíscio, e grandes porções de território nas regiões central e sul do país.

Políticos leais ao presidente xeque Sharif Ahmed disseram que a saída de Sharmarke encerraria divisões internas que prejudicaram o governo federal de transição e deixaram os negócios da administração quase paralisados.

Ahmed disse que recebia bem a decisão de Sharmarke de renunciar e declarou que vai nomear um novo primeiro-ministro assim que possível. Não ficou claro quais seriam os candidatos ao posto.

Alguns analistas do contexto nessa região, o chamado Chifre da África, disseram no entanto que os militantes islamitas veriam a mudança de liderança como um golpe de propaganda e que a saída de Sharmarke mudaria muito pouco no governo.

"Esta é uma tentativa de Ahmed e aliados de reinventarem o governo de transição, mas isto não pode ser conseguido apenas com a substituição de uma pessoa", disse Rashid Abdi, um analista da Somália no International Crisis Group.

Tudo o que sabemos sobre:
SOMALIAGOVERNOPREMIER*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.