Pressão para que líder do Paquistão deixe o cargo cresce; protestos continuam

Milhares de manifestantes se concentraram do lado de fora da residência do primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, no sábado para exigir que ele peça demissão, depois que esforços para chegar a uma solução para a crise política do país falharam.

REUTERS

31 Agosto 2014 | 11h26

O Paquistão foi tomado pela agitação há mais de duas semanas, com os lideres dos manifestantes Imran Khan e Tahir ul-Qadri dizendo que não vão recuar, a não ser que o primeiro-ministro Nawaz Sharif peça demissão. No sábado, Sharif disse mais uma vez que não vai deixar o cargo.

Forças de segurança lançaram bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes, na noite de sábado, e a oposição disse que uma mulher morreu durante os confrontos. A polícia não estava disponível imediatamente para comentar o assunto.

Na noite de sexta-feira, cerca de oito mil manifestantes, alguns armados com bastões, se reuniram do lado de fora do Parlamento, com a polícia em estado de alerta.

Os militares do Paquistão intervieram essa semana para tentar neutralizar a agitação. Qadri disse que o exército tinha se oferecido para mediar o impasse.

O Paquistão, um país com armas nucleares, de 180 milhões de habitantes, tem sido governado por militares por mais da metade de toda sua história, e tem oscilado repetidamente entre governos civil e militar.

(Maria Golovina e Mehreen Zahra-Malik)

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