Quitutes

Com 50 blends da bebida, a casa portuguesa é um misto de salão e loja

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2012 | 03h11

O vermelho intenso que cobre as paredes da Ó Chá dá ares orientais a esse misto de loja e salão de chá. Instalada em um sobrado da Vila Madalena, a casa foi trazida de Lisboa (onde funciona há seis anos) por uma das sócias, a portuguesa Mónica Costa, que se apaixonou por chás quando viveu em Macau, na China.

O salão principal, no piso superior, se abre para um delicioso terraço, onde grandes bancos de madeira cobertos por futons convidam a encontros preguiçosos, emoldurados pelo por do sol. Ali, são servidos mais de 50 tipos de chás, de marca própria, a preços que variam entre R$ 7 e R$ 14 (sempre em bules que dão para duas pessoas).

A bebida é a companhia perfeita para os levíssimos bolos, de preparação própria, cujos sabores se alternam ao longo da semana. Fixo mesmo só o bolo fondant de chocolate (R$ 10, a fatia). Os biscoitinhos amanteigados e os salgados, expostos na estufa sobre o balcão, também são boas opções.

Todos os dias, há um menu completo de almoço (R$ 38), composto por uma sopa, um prato quente e uma sobremesa - e também uma opção de quiche ou torta com salada (R$ 15). Não há limite de horário para servi-los: enquanto durarem os estoques do dia, é possível pedi-los.

Não saia de lá sem fazer uma visita à loja, situada no nível da calçada. Mas vá sem pressa. É preciso tempo para examinar cada uma das grandes latas que guardam os blends de chás, criados por Mónica. Um deles é o 'Madame Butterfly', que mescla aromas de pêssego, amêndoa, flor de laranjeira, pétalas de peônia e girassol. Há, ainda, versões tradicionais como o inglês Earl Grey (chá preto com aroma de bergamota). Os saquinhos de 50 gramas custam R$ 14. Uma extensa seleção de bules, xícaras e utensílios para a bebida forra as prateleiras. Resista se puder.

Camila Hessel

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