Rio busca parcerias para evitar emissões

O vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Alberto Muniz, disse que o município "encara como desafio benéfico" a adoção de medidas para mitigar o impacto das emissões de CO2 da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), instalada pela alemã ThyssenKrupp em Santa Cruz, na zona oeste.

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2011 | 03h02

Em palestra no seminário Green Rio 2014 - Da Rio+20 via Copa até as Olimpíadas, organizado pela fundação alemã Konrad Adenauer, Muniz acrescentou que buscará parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Coppe (que congrega os cursos de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), além da própria Konrad Adenauer, para definir que medidas serão essas.

Explosão de emissões. Anteontem, o Estado mostrou que a CSA lançou 5,7 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera em seu primeiro ano de produção. Em relação ao total de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da cidade em 2005, ano-base do último inventário oficial, significa aumento de 50,22%.

Quando a siderúrgica estiver operando em capacidade plena, o índice pode chegar a 72%. Isso inviabilizaria o cumprimento da meta da prefeitura para redução das emissões de GEE em 2012, de 8%. Mas a CSA não está na conta oficial.

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