Soldado francês é morto no Mali; morte de líder da al Qaeda é incerta

A França declarou neste domingo que perdeu o seu terceiro soldado, em um combate feroz com os rebeldes islâmicos no norte do Mali, mas não conseguiu confirmar o relatório do Chade que suas tropas haviam matado o comandante da Al-Qaeda responsável pela tomada em janeiro de vários reféns na Argélia.

GUS TROM, Reuters

03 Março 2013 | 16h44

Cedric Charenton, de 26 anos, foi morto a tiros no sábado em batalha com rebeldes islâmicos no norte do país.

Os combatentes ligados à al Qaeda no Mali, que haviam tomado o norte do país em abril passado, foram empurrados durante a campanha, que já dura sete semanas, para as montanhas e deserto da região, onde estão sendo perseguidos por tropas da França, do Chade e do Mali.

O Ministério da Defesa da França anunciou que Cedric Charenton foi morto durante um ataque contra um esconderijo dos rebeldes islâmicos nas montanhas perto da Argélia.

Thierry Burkhard, porta-voz dos militares franceses, afirmou que cerca de 15 rebeldes foram mortos num dos mais duros combates da campanha até agora. Segundo o oficial francês, os insurgentes possuem armamento pesado, como foguetes, lançadores de granadas e rifles AK-47.

O mesmo Burkhard não pôde confirmar o anúncio do Chade de que tropas do país africano haviam matado o comandante da al Qaeda Mokhtar Belmokhtar num campo remoto da região.

A morte de Mokhtar Belmokhtar já foi anunciada outras vezes no passado. Esta última se deu um dia depois de o governo do Chade declarar também como morto Adelhamid Abou Zeid, outro importante líder da al Qaeda na região do Saara. A França e o Mali disseram não poder confirmar a morte.

Caso confirmadas, as mortes significariam o fim do comando da al Qaeda no Mali.

Rudt Attalah, ex-agente de contraterrorismo do governo norte-americano e hoje consultor, se mostrou cético em relação ao anúncio do Chade.

Segundo ele, o governo do Chade está sob forte pressão, já que 26 soldados já morreram na operação. "O anúncio dessas mortes é bom para as tropas".

(Reportagem adicional por Catherine Bremer, em Paris, e David Lewis, em Dacar)

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