Suspeito de empurrar mulher no metrô é preso em SP

Foi preso na manhã desta sexta-feira, 28, o suspeito de ter empurrado nos trilhos do Metrô a atendente Maria da Conceição Oliveira, na terça-feira, 25. Alessandro Souza Xavier, de 33 anos, foi pego em um sítio da família em Extrema, no sul de Minas Gerais, e, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, será encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

FELIPE RESK, Agência Estado

28 de fevereiro de 2014 | 08h57

Alessandro foi identificado depois que o irmão e a cunhada procuraram a Polícia Militar, após verem imagens de câmeras do Metrô veiculadas pela imprensa. Eles disseram que o suspeito é esquizofrênico.

Segundo o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, titular da Divisão de Atendimento ao Turista (Deatur), a polícia recebeu a informação de que o rapaz estaria no sítio e encaminhou uma equipe da Delegacia do Metropolitano (Delpom) para o local. O suspeito não resistiu à prisão e também não demonstrou arrependimento, relatou o delegado, que pedirá sua prisão temporária. Ele está sendo trazido de carro para a sede do DHPP, no centro da capital paulista.

O crime. Maria foi empurrada por volta das 7h16 e caiu nos trilhos. Com a queda, teve um braço amputado. Depois de jogá-la nos trilhos, o homem saiu com "um sorriso no rosto". Imagens da câmera de segurança do Metrô mostram o momento em que o rapaz (que estava de camisa branca) empurra a vítima, atravessa a área das catracas e depois foge para a rua.

O namorado de Maria da Conceição Oliveira informou nesta quinta-feira, 27, à polícia que ela quase nunca andava de metrô, mas, como havia perdido o ônibus e era seu aniversário, decidiu optar pelos trilhos. Segundo a Santa Casa, em Santa Cecília, o estado de saúde dela é estável.

Outro caso. A vigilante Nivanilde da Silva Souza, de 38 anos, permanece internada na Santa Casa depois de cair na plataforma ao ser abordada por seguranças na Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), também na terça-feira por volta das 22h. Ela estaria grávida e ao tentar entrar no vagão preferencial foi impedida por um estagiário.

Segundo Oswaldo Nico Gonçalves, que também investiga esse caso, a polícia está aguardando que Nivanilde possa prestar depoimento. "Estamos ouvindo mais testemunhas, mas estamos esperando que ela acorde porque, por enquanto, nós só temos a versão do pessoal do trem", disse.

Ainda segundo o delegado, a polícia ainda não tem as imagens do momento. O caso foi registrado como abuso de autoridade e lesão corporal grave.

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