Suspeito de tráfico carregava droga em carro da Receita

Três suspeitos de tráfico foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais por terem sido flagrados com quase 800 quilos de maconha, sendo que parte da droga era transportada em um carro oficial da Receita Federal. Se condenados, os acusados podem pegar até 25 anos de prisão.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

20 de janeiro de 2012 | 16h12

Eles foram flagrados por agentes federais em outubro do ano passado. Dois suspeitos que haviam saído com a droga de Ponta Porã (MS) encontraram-se com o terceiro acusado em um posto em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, para entregar a maconha. Quando os policiais chegaram ao local, viram que um dos carros em que estava parte da droga era a caminhonete de placa ANH-5471, com o logotipo da Receita nas portas.

Os agentes verificaram a placa e constataram que o veículo pertencia à Delegacia da Receita Federal (DRF) em Foz do Iguaçu (PR). De acordo com a denúncia do MPF, os policiais ligaram para o posto e receberam a resposta de que a caminhonete apreendida com a droga estava "estacionada no pátio" da Receita.

A princípio, os responsáveis pelas investigações acreditaram que o veículo era clonado. Durante as investigações, porém, a própria DRF de Foz do Iguaçu confirmou à Polícia Federal e à Procuradoria da República que o veículo usado pelos traficantes era legítimo, mas que estava "fora de uso desde o início do mês de agosto de 2010".

Agora, o MPF solicitou à Justiça Federal que determine a apuração do furto da caminhonete e de como ela foi parar em Ponta Porã, a mais de 500 quilômetros de Foz do Iguaçu, para ser abastecida com a droga. O Ministério Público ainda pediu à Justiça Federal rigor nas penas por causa da "ousadia dos acusados em utilizar veículo com o logotipo da Receita Federal e placa da União, para o tráfico de 794 kg de maconha". Os suspeitos devem aguardar julgamento presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana da capital, para onde foram levados após o flagrante.

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