Trabalhadores fazem greve em mina de carvão na Colômbia

Trabalhadores de um complexo de minas de carvão na Colômbia entraram em greve nesta quinta-feira pedindo melhores salários e condições de trabalho em La Jagua, unidade da Prodeco, controlada pela Glencore, disse um funcionário do sindicato local.

Reuters

19 de julho de 2012 | 12h32

A greve nas minas de La Jagua não deverá afetar os preços à vista de carvão térmico na Europa ou na Ásia, a menos que dure semanas, mas fontes da indústria estão observando se os trabalhadores da principal ferrovia da carvão se unirão à paralisação de La Jagua.

"Agora está tudo parado", disse Ricardo Machado, do sindicato Sintraminergetica, à Reuters por telefone.

Mineiros em La Jagua autorizaram uma greve há duas semanas na Colômbia, quarto maior exportador de carvão do mundo, após 40 dias de negociações sem acordo com a Prodeco.

O complexo de La Jagua tem cinco concessões de mineração, mas as negociações foram apenas com Carbones de La Jagua.

Machado disse que os trabalhadores de outras duas minas de propriedade da Glencore, Carbones El Tesoro e Consórcio Minero, aderiram à greve, que começou às 5h30 da manhã desta quinta-feira, pelo horário local.

As três áreas produziram 7 milhões de toneladas de carvão no ano passado, segundo dados do regulador de mineração.

A Glencore não estava imediatamente disponível para comentar.

(Reportagem de Jack Kimball)

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