Tropas filipinas combatem militantes islâmicos e 7 morrem

Sete soldados filipinos foram mortos e 21 ficaram feridos nesta quinta-feira no mais duro combate em meses entre tropas do governo e militantes ligados à Al Qaeda, em uma ilha remota ao sul, disse um porta-voz das Forças Armadas.

REUTERS

28 de julho de 2011 | 10h51

Os militantes do grupo Abu Sayyaf também sofreram ferimentos graves quando os soldados encontraram a base principal deles na ilha Jolo, afirmou o tenente-coronel Randolph Cabangbang.

"Estamos enviando helicópteros para dar suporte aéreo de perto bem como remover os feridos", disse Cabangbang a repórteres, acrescentando que os soldados combateram os militantes por cinco horas antes de capturarem a base.

"Nossas tropas estavam buscando um pequeno grupo de homens armados que estavam mantendo prisioneiros quando eles se viram no meio da base principal de Abu Sayyaf. Isso explicaria nossas perdas."

O grupo Abu Sayyaf, com uma força estimada em cerca de 300 combatentes, é o menor mas o mais perigoso de diversos grupos muçulmanos que lutam contra o governo de maioria filipina cristã.

Desde 2002, tropas norte-americanas vêm ajudando a treinar a aconselhar tropas que combatem os militantes, e o Abu Sayyaf tem sido amplamente contido nos últimos anos.

Cabangbang disse que havia por volta de 70 rebeldes na base, perto da cidade de Patikul, que servia como sede dos líderes militantes Radullan Saheron e Isnilon Hapilon.

Acredita-se que alguns militantes da Indonésia e da Malásia também estavam lá, acrescentou o tenente-coronel.

Saheron e Hapilon estão em uma lista de procurados do Departamento de Estado dos EUA por envolvimento em diversos assassinatos e sequestros, incluindo de três trabalhadores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em 2009 e um casal missionário norte-americano em 2001.

(Reportagem de Manny Mogato)

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