Vale do Paraíba quer recuperar 150 mil ha de Mata Atlântica

A região do Vale do Paraíba, em São Paulo, deve ganhar nos próximos dez anos um corredor ecológico com a recuperação de 150 mil hectares de fragmentos degradados de Mata Atlântica.

AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e FÁTIMA LACERDA, ESPECIAL PARA O ESTADO, com AP, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba (Acevp) e a empresa júnior da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista (FEG/Unesp) desenvolveram uma metodologia para definir os locais mais apropriados para a formação de corredores ecológicos que reconectarão os fragmentos isolados da Mata Atlântica na região.

"O plantio de árvores nativas deve considerar a disposição do corredor na paisagem e seus aspectos ambientais, sócio-institucionais e culturais. Caso contrário, temos como resultado florestas que não vingam", explica o professor da Unesp Silvio Simões, um dos coordenadores do projeto. O estudo reuniu informações sobre malha viária, condições de drenagem do solo, forma de relevo e áreas urbanas.

O próximo passo será discutir o estudo e a implementação do corredor com os municípios do Vale, especialmente São José dos Campos e Taubaté. O projeto de criação de um corredor ecológico na região nasceu em 2007, e tem o apoio de ONGs, como a SOS Mata Atlântica, e empresas, como Fibria e Santander.

SECA

Lago Titicaca está perto do nível de alerta

O nível de água do Lago Titicaca, o mais alto do mundo e compartilhado por Peru e Bolívia, está a 13 centímetros do alerta por seca. O governo boliviano explicou que a mudança climática - o aumento da temperatura - e o atraso do início das chuvas são as causas da baixa nas águas do lago, que tem uma superfície de mais de 8,5 mil quilômetros quadrados. Historicamente, o nível mais baixo do Titicaca foi registrado em novembro de 1943.

PROTESTO

Alemanha prolonga uso de energia nuclear

Uma passeata convocada por partidos de oposição, sindicatos e ONG"s levou pelo menos 100 mil pessoas ao centro de Berlim ontem contra o recém-negociado contrato que prolonga o uso de energia nuclear na Alemanha. Alguns pintaram o rosto para protestar (foto) e outros levaram cartazes com o slogan: "Energia atômica? Não, obrigado". O governo de Angela Merkel acertou a alteração de um acordo feito por social-democratas e verdes no final dos anos 90. O país deverá usar energia atômica até o ano 2042, 12 anos a mais do que o previsto. O contrato com representantes das usinas foi negociado sem a presença do ministro do Meio Ambiente, Norbert Rüttgen, que se declarou contra a medida. A oposição considerou a ausência do ministro nas negociações "um escândalo". Os manifestantes também estão descontentes com a cláusula que determina que usinas mais velhas não sofrerão reformas para aumentar a segurança.

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